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Delimitação de espécies do gênero Rhizophora do Hemisfério Ocidental e sul do Pacífico

Processo: 17/12920-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2017
Vigência (Término): 25 de dezembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Vegetal
Pesquisador responsável:Gustavo Maruyama Mori
Beneficiário:Andre Guilherme Madeira
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB-CLP). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus Experimental do Litoral Paulista. São Vicente , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):18/02655-8 - Revelando a diversidade genética de espécies de Rhizophora do Hemisfério Ocidental e do sul do Pacífico utilizando RAD-seq, BE.EP.IC
Assunto(s):Rhizophora   Diversidade genética   Marcador molecular   Habitat   Evolução vegetal

Resumo

A especiação é um processo dinâmico e gradual de modo que determinar quando duas linhagens passam a constituir duas espécies não é trivial. Dependendo do grau de separação das linhagens, não é rara a ocorrência de híbridos, especialmente entre espécies de plantas. Esses dois processos tornam a delimitação de espécies um desafio científico. Identificar quantificar o número de espécies em uma determinada região ou habitat é de grande importância principalmente em ambientes com poucas espécies, como os manguezais. Apenas quatro gêneros de espécies arbóreas, com oito espécies, habitam os manguezais do hemisfério ocidental. O gênero Rhizophora encontra-se representado por R. mangle e R. racemosa, e ainda um híbrido putativo, R. X harrisonii, que apresenta caracteres morfológicos e fisiológicos intermediários entre as duas espécies parentais. Nas Américas, dados de DNA cloroplastidial e de microssatélites demonstram que as populações de R. mangle e R. racemosa da costa do Atlântico são mais relacionadas entre si do que de suas representantes na costa do Pacífico. O objetivo desse trabalho é esclarecer essa questão ao delimitarmos os limites interespecíficos do complexo de espécies do gênero Rhizophora do hemisfério ocidental e das ilhas do sul do Pacífico, utilizando marcadores de base única (SNPs) dispersos pelo genoma. Utilizando Computação Bayesiana Aproximada, testaremos diferentes hipóteses evolutivas, considerando a identificação morfológica, o papel do continente americano no processo de separação das linhagens e o posicionamento de R. X harrisonii. Pretendemos contribuir na área de biogeografia e biologia evolutiva bem como em contextos aplicados, como conservação e manejo das florestas de mangue. (AU)

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