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O papel da integrina 221 na metástase óssea em câncer de mama

Processo: 17/23094-1
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 02 de abril de 2018
Vigência (Término): 01 de abril de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Pesquisador responsável:Heloisa Sobreiro Selistre de Araújo
Beneficiário:Milene Nóbrega de Oliveira Moritz
Supervisor no Exterior: Julie Sterling
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Local de pesquisa : Vanderbilt University (VU), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:14/17651-7 - A integrina alfa2beta1 na progressão tumoral mamária: papel no microambiente tumoral e na metástase, BP.DR
Assunto(s):Neoplasias mamárias

Resumo

A capacidade das células de aderir umas às outras e à matriz extracelular é de importância essencial para a distribuição celular no corpo e a formação de tecidos e órgãos. Entre as diferentes classes de moléculas de adesão, as integrinas se destacam por atuarem também como moléculas de sinalização para sinais mecânicos. Além destas moléculas de adesão estarem envolvidas em funções celulares normais, também possuem papel fundamental em processos patológicos tais como a migração de células imunes do sangue para os tecidos em respostas inflamatórias e a libertação de células metastáticas do tumor primário e a ligação a órgãos secundários. Um dos tumores mais comuns em mulheres é o de mama que, muitas vezes, é caracterizado por metástases esqueléticas. Uma possibilidade que poderia explicar essa seletividade ao osso é que as células tumorais expressam moléculas de superfície que facilitam a sua ligação a proteínas presentes na matriz extracelular de osso, principalmente o colágeno. Estudos recentes demonstraram uma relação entre a integrina ±2²1, um receptor de colágeno, e o desenvolvimento de metástases ósseas no câncer de próstata. Neste contexto, compreender os mecanismos pelos quais esta integrina promove o tumor pode constituir um alvo importante para a intervenção farmacológica na prevenção de metástases. A principal hipótese desta proposta é que a integrina ±2²1 tem um efeito importante na progressão tumoral do câncer de mama para o tecido ósseo. Propomos os seguintes objetivos específicos para testar esta hipótese. 1) Determinar o efeito do silenciamento e da superexpressão da integrina ±2²1 na homeostase do tecido ósseo durante a metástase de câncer da mama in vivo: será utilizado um modelo de metástase óssea em camundongos (intracardíaco), que será realizado na presença de um inibidor seletivo para a integrina ±2²1 como controle. Para obtenção dos resultados as seguintes análises serão avaliadas: quantificação do volume e qualidade óssea por micro-CT, avaliação da histomorfometria óssea e análise das células transfectadas na progressão tumoral por imagem fluorescente in vivo. 2) Descrever o papel da sinalização desencadeado pela integrina ±2²1 na modulação da adesão celular na metástase óssea do câncer de mama: será utilizado a linhagem celular MDA-MB-231 transfectada e a quinase de adesão focal (FAK) será avaliada por imunofluorescência. Western blot e PCR em tempo real também serão realizados para confirmar a relação entre ±2²1 e a expressão de FAK.