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Relação entre a variação na disponibilidade de néctar de uma espécie-chave e a abundância e a riqueza de visitantes florais em um cerrado "aflorestado"

Processo: 17/27177-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2018
Vigência (Término): 30 de junho de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia
Pesquisador responsável:Felipe Wanderley de Amorim
Beneficiário:Caio Simões Ballarin
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Néctar de plantas   Polinização   Cerrado

Resumo

O néctar é a principal recompensa floral produzido pelas angiospermas aos polinizadores e pode ser consumido tanto por vertebrados quanto por invertebrados. A variação temporal na disponibilidade de néctar pode afetar diretamente as dinâmicas populacionais e fenologia dos polinizadores, que por sua vez são capazes de responder até mesmo a pequenas variações na produção do néctar. Em espécies com sistemas de polinização generalista, o néctar é o principal recurso responsável pela atração de uma ampla variedade de visitantes florais. As espécies do gênero Inga (Fabaceae) produzem flores com morfologia do tipo pincel que secretam néctar em abundância, e são visitadas por vários grupos animais, incluindo vertebrados e invertebrados de hábito tanto diurno quanto noturno. Inga vera é uma espécie com floração massiva amplamente utilizada em programas de restauração e recuperação de áreas degradadas no Brasil. Como a restauração de habitat em hotspots de biodiversidade também deve considerar a restauração dos serviços de polinização, torna-se relevante compreender o papel de uma espécie-chave sobre a dinâmica da fauna de polinizadores local, bem como sua influência indireta sobre a polinização de espécies simpátricas. Nesse sentido, esse trabalho tem como objetivo testar se a floração e a produção de néctar de uma população de Inga vera afeta a riqueza e a abundância de abelhas, beija-flores e esfingídeos em uma área de recuperação de habitat, além de analisar se a floração de I. vera desencadeia efeitos indiretos sobre espécies simpátricas polinizadas por beija-flores. Para isso, nós iremos analisar a relação entre a produção de néctar e a riqueza e abundância dos visitantes florais, além de realizar um experimento com bebedouros artificiais para testar a ocorrência de efeito indireto de I. vera sobre a taxa de visitação de espécies simpátricas.