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Mecanismos regulatórios de resistência a antibióticos beta-lactâmicos em Chromobacterium Violaceum

Processo: 18/02465-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2018
Vigência (Término): 31 de maio de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos
Pesquisador responsável:José Freire da Silva Neto
Beneficiário:Carlos Eduardo Milani Neme
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Chromobacterium violaceum   Resistência microbiana a medicamentos

Resumo

O surgimento de patógenos bacterianos resistentes a antibióticos é um problema de saúde pública mundial. A resistência a antibióticos beta-lactâmicos mediada por enzimas beta-lactamases dissemina-se rapidamente entre bactérias Gram-negativas patogênicas. Neste trabalho, pretendemos investigar as razões e os mecanismos regulatórios para a alta resistência intrínseca a antibióticos beta-lactâmicos observada na bactéria Gram-negativa Chromobacterium violaceum, um patógeno oportunista de humanos ubiquamente encontrado no ambiente. Duas potenciais enzimas beta-lactamases das classes B e C codificadas no cromossomo de C. violaceum foram identificadas com análise in silico, além de genes envolvidos na percepção, transdução de sinal e regulação da expressão na via de biossíntese do peptideoglicano. Para estudar estes elementos, serão obtidas linhagens mutantes de C. violaceum com deleção de cada um dos genes que codificam estas enzimas, assim como mutantes para demais elementos que regulem sua expressão. A susceptibilidade destas linhagens mutantes será avaliada para vários antibióticos beta-lactâmicos por ensaios de difusão em disco (antibiograma) e pela determinação da concentração inibitória mínima (MIC). A realização destes ensaios, juntamente com ensaios enzimáticos e de expressão gênica, com diferentes grupos de beta-lactâmicos ou nos mutantes dos reguladores deverá revelar a inducibilidade e especificidade destas enzimas beta-lactamases de C. violaceum. Em conjunto, os resultados obtidos neste projeto deverão contribuir para entender como é regulada a elevada resistência intrínseca de C. violaceum a uma importante classe de antibióticos, podendo trazer subsídios para uma antibioticoterapia mais eficaz no tratamento das infecções por esta bactéria.