| Processo: | 18/07073-7 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 12 de outubro de 2021 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos |
| Pesquisador responsável: | Sandro Rogerio de Almeida |
| Beneficiário: | Grasielle Pereira Jannuzzi |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 16/04729-3 - Bases celulares da resposta imune na cromoblastomicose e esporotricose: implicações para terapia vacinal, AP.TEM |
| Auxílio(s) vinculado(s): | 20/11937-7 - Ativação intracelular de PRRs no direcionamento da resposta imune contra infecções fúngicas., PUB.ART |
| Assunto(s): | Micologia Sporothrix Esporotricose Macrófagos Células dendríticas Imunidade inata Linfócitos T |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | esporotricose | micologia |
Resumo Nas últimas décadas, observou-se um aumento na incidência de infecções fúngicas. Isso ocorreu, em virtude, principalmente de intervenções médicas invasivas, longos períodos de hospitalização e aumento do número de pacientes imunocomprometidos, devido a doenças infecciosas tais como HIV, ou tratamentos, que induzam imunodeficiência, tais como imunossupressores e medicamentos utilizados no tratamento de Câncer. A esporotricose apresenta-se como uma micose subcutânea causada pelo fungo dimórfico Sporothrix sp. que acomete o homem e uma grande variedade de animais como cães, gatos, bovinos e equinos. Solo rico em matéria orgânica e em vegetação, casca de árvores e ambientes quentes e úmidos são o habitat do Sporothrix sp. na forma saprófita. A esporotricose é adquirida através do implante traumático do Sporothrix sp. na derme, provocado pelo manuseio de plantas e terra, e também pela contaminação de feridas. Nas últimas décadas o felino doméstico vem ganhando evidência na transmissão da esporotricose através da arranhadura e mordedura. O desenvolvimento de lesões no local de inoculação do fungo está relacionado com o sistema imunológico do hospedeiro, quantidade e virulência do agente inoculado. Clinicamente, esta infecção pode ser classificada em cutânea (fixa, linfocutânea e disseminada) e extracutânea (articular, óssea, ocular, pulmonar e sistêmica). MARIMON et al. (2007) definiu claramente que a espécie Sporothrix schenckii consistia de um complexo envolvendo 6 espécies (S. brasiliensis, S. albicans, S. luriei, S. globosa, S. mexicana e S. Schenckii). Desde essa publicação, a literatura registra poucos estudos envolvendo essas novas espécies, e a compreensão dos mecanismos de resposta imune frente a esses microorganismos. Na cidade do Rio de Janeiro e região metropolitana, uma importante epidemia tem sido descrita desde 1998, na qual a esporotricose vem afetando humanos, gatos e cães. Curiosamente, a espécie relacionada à epidemia no estado e a esporotricose felina é o S.brasiliensis. Embora os mecanismos imunológicos de defesa contra o Sporothrix sp. não estejam bem estabelecidos, sabe-se que a resposta inata, celular e humoral tem um papel importante no controle da infecção. As células que fazem parte da imunidade celular, ao reconhecerem os antígenos do fungo ativam células TCD4+ e macrófagos, fazendo com que produzam citocinas pró-inflamatórias que são necessários para o desenvolvimento da formação do granuloma, que é um componente crítico e essencial na defesa do hospedeiro contra patógenos. Dessa forma, as pesquisas envolvendo o complexo S. schenckii, especificamente a espécie S. brasiliensis e sua interação com o hospedeiro, tornam-se necessárias para confirmar, esclarecer e aprofundar o conhecimento sobre as relações destas novas espécies com a doença, diagnóstico e tratamento. Numerosas questões, anteriormente sem respostas, poderão ser agora, à luz de novas investigações, elucidadas. Neste contexto, o presente estudo justifica-se pela necessidade de compreender os mecanismos empregados pela imunidade inata e adquirida, no intuito de, investigar o perfil da resposta de macrófagos, células dendriticas e linfócitos T frente a espécies de Sporothrix brasiliensis. (AU) | |
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