Resumo
Nas últimas décadas, observou-se um aumento na incidência de infecções fúngicas. Isso ocorreu, em virtude, principalmente de intervenções médicas invasivas, longos períodos de hospitalização e aumento do número de pacientes imunocomprometidos, devido a doenças infecciosas tais como HIV, ou tratamentos, que induzam imunodeficiência, tais como imunossupressores e medicamentos utilizados no tratamento de câncer. Nesse contexto, os fungos causadores de micoses subcutâneas, como o Fonseacaea pedrosoi e Sporothrix brasiliensis vêm ganhando destacada importância clínica devido ao seu caráter refratário às abordagens terapêuticas atuais e ao acometimento de imunossuprimidos, nos quais a patologia é mais grave. Grande parte deste quadro deve-se ao pouco conhecimento que se tem sobre os mecanismos imunopatológicos envolvidos nas doenças, o que dificulta a compreensão das mesmas, a elaboração de novas estratégias terapêuticas e a detecção de possíveis alvos farmacológicos. Os mecanismos imunológicos de defesa contra o Sporothrix brasiliensis e F. pedrosoi não estão bem estabelecidos, porém a resposta imunológica do hospedeiro tem um papel determinante na evolução dessas doenças. Sabendo que as células do sistema imune inato como; macrófagos, neutrófilos e células dendríticas são importantes contra diversos patógenos, incluindo os fungos, propomos elucidar suas funções na cromoblastomicose e esporotricose. Por outro lado, surge também o interesse em mapear e sequenciar antígenos dos principais agentes etiológicos da cromoblastomicose e esporotricose; o F. pedrosoi e Sporotrix brasiliensis, pois a partir do conhecimento de antígenos reativos podemos dar início a estudos que alcancem até mesmo um tratamento imunológico para estas micoses. (AU)
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