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Efeito do tratamento com nanopartículas de ouro sobre a expressão aguda de fatores de transcrição pró-inflamatórios e crônica de neurotransmissores excitatórios no cérebro de camundongos com encefalopatia séptica

Processo: 18/12258-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2018
Vigência (Término): 30 de abril de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia
Pesquisador responsável:Stephen Fernandes de Paula Rodrigues
Beneficiário:João Paulo de Sousa Ferreira
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/05146-6 - Eficácia terapêutica de nanopartículas de ouro em glioblastoma multiforme ou encefalopatia séptica em camundongas, AP.JP
Assunto(s):Dopamina   Camundongos   Nanopartículas de ouro

Resumo

Sepse é uma disfunção do organismo causada por uma resposta desregulada do hospedeiro à infecção e que pode ser fatal. Vários órgãos podem ser acometidos,dentre eles os pulmões, fígado, rins, vasos sanguíneos e sistema nervoso central (SNC). O efeito agudo da sepse sobre o SNC recebe a denominação de encefalopatia séptica. Alguns estudos mostram que o número de indivíduos acometidos por encefalopatia séptica pode alcançar 71% dos pacientes diagnosticados com choque séptico. O choque séptico acontece quando os pacientes apresentam hipotensão em decorrência da sepse, o que leva a hipoperfusão dos órgãos, seguido de sua falência. Dos indivíduos que sobrevivem à sepse cerca de 13 a 21% apresentam algum prejuízo cognitivo e não há tratamento disponível para prevenir esse quadro. Como fatores importantes para o desenvolvimento dessa doença estão a inflamação e o desequilíbrio oxidativo. Nesse sentido, demonstramos que nanopartículas de ouro recobertas com citrato (AuNPs-cit) com 20 nm de diâmetro médio possuem propriedades anti-inflamatória e anti-oxidante intrínsecas e mais recentemente observamos seu efeito reduzindo a aderência de leucócitos e plaquetas a vasos cerebrais de camundongos com sepse e parâmetros de ansiedade (dados não publicados), contudo os mecanismos desses efeitos precisam ser melhor compreendidos. Assim, objetivamos estudar o efeito do tratamento agudo com AuNPs-cit sobre fatores de transcrição pró-inflamatórios e neurotransmissores excitatórios no tecido cerebral de animais com sepse. Para isso, sepse será induzida em camundongos C57Bl/6 fêmeas de 8 a 12 semanas de idade utilizando o modelo de ligação e perfuração intestinal. Duas horas após indução da sepse os animais serão injetados intravenosamente (IV) com 1,9x10 elevado a 11a. potência de AuNPs-cit, com distribuição de tamanho médio de 20 nanômetros e potencial zeta igual a -26,1 mV, ou com solução fisiológica (controle). Após 6 horas da indução da sepse, os camundongos serão sacrificados e os seus cérebros coletados e congelados (-80oC) para posterior determinação das expressões proteicas de: AP-1, HIF-1alfa, IkBalfa e IkBalfa fosforilado, por Western blotting. Os cérebros de alguns grupos adicionais de animais tratados 6 e 24 horas após a indução da sepse com AuNPs ou solução controle serão coletados 30 dias após indução da sepse (nesta fase, os animais não mais demonstram sinais de sepse) e congelados (-80oC), visando medir no córtex cerebral, hipocampo ou estriado, serotonina, dopamina e noradrenalina, por ELISA.