| Processo: | 20/16756-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2021 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2021 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas |
| Pesquisador responsável: | Stephen Fernandes de Paula Rodrigues |
| Beneficiário: | Bryan Fellipe da Silva Cortes |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Fisiopatologia Sepse Estresse oxidativo Microcirculação Locomoção Mecanismos moleculares Western blotting Modelos neurológicos Estudos epidemiológicos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | camundongos C57BL | encefalopatia | Inflamação cerebral | locomoção | microcirculação | Transtorno Afetivo | 6 | Fisiopatologia da sepse |
Resumo A sepse é definida como uma reação imunológica sistêmica desregulada desencadeada por um processo infeccioso e que pode levar à morte. Em caso de piora do quadro, a sepse pode evoluir para o chamado choque séptico, cuja definição agrega comprometimento circulatório e metabólico e que está associado a um maior risco de morte. Juntas, essas doenças constituem as principais causas de morte em leitos de cuidado intensivo no mundo. No Brasil, a taxa de mortalidade pode chegar a 65%. Estudos epidemiológicos têm mostrado que, durante o curso da doença e após a alta hospitalar, pacientes acometidos por sepse podem apresentar depressão e outros sintomas neurológicos, como alucinações, ataques de pânico, capacidade cognitiva diminuída e dificuldade de concentração. Nesse sentido, modelos animais são de grande importância para se avaliar mecanisticamente a participação de vias moleculares na geração de doenças e para a busca de tratamentos. O modelo obtido por ligação e perfuração do ceco (CLP) é um dos mais utilizados para o estudo da sepse, no entanto, ainda há falta de consenso quanto aos variados sintomas neurológicos e/ou locomotores observados. Adicionalmente, há a possibilidade de que diferentes graus de inflamação possam levar a diferentes fenótipos comportamentais. De fato, foi visto que citocinas, quimiocinas e estresse oxidativo podem levar a morte neuronal em regiões do cérebro responsáveis pelo controle das emoções, da atividade motora e cognição. Assim, este projeto tem o objetivo de analisar a relação entre diferentes intensidades de inflamação cerebral de origem séptica com distúrbios afetivos, particularmente aqueles semelhantes à depressão, e locomotor, no modelo de sepse induzido por CLP. Para isso, os camundongos serão divididos segundo a gravidade da sepse em: (i) sham, sem sepse; (ii) sepse branda; (iii) sepse moderada; e (iv) sepse grave. A gravidade da sepse é determinada pela distância da ligadura em relação à válvula ileocecal, o número de perfurações no ceco e o espalhamento ou não das fezes. Para a medida da inflamação no cérebro, será realizada a contagem dos leucócitos aderidos às vênulas piais cerebrais, utilizando microscopia intravital, 6h após a indução de sepse. A curva de sobrevivência dos animais será medida durante dez dias junto à avaliação de parâmetros clínicos (temperatura corpórea, presença de piloereção, alteração nas pálpebras, contração abdominal). Os parâmetros comportamentais serão medidos trintas dias após a recuperação da sepse, da seguinte forma: (i) Comportamento do tipo depressivo: teste do consumo de sacarose e de suspensão pela cauda; (ii) Atividade locomotora: "rotarod" e teste de campo aberto. Mecanismos moleculares relacionados ao comprometimento sináptico serão avaliados via medida da expressão de neurotransmissores por "western blotting". | |
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