| Processo: | 18/13996-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado Direto |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2023 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular |
| Pesquisador responsável: | Anamaria Aranha Camargo |
| Beneficiário: | Vitor Heidrich |
| Instituição Sede: | Hospital Sírio-Libanês. São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Metagenômica Neoplasias urológicas Microbiota Sistema urinário Imunoterapia Mycobacterium bovis |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Ecologia microbiana | metagenômica | Microbioma | resiliência | Transplante De Medula Óssea | Metagenômica |
Resumo O transplante alogênico de células-tronco hematopoiéticas (HCTC-alo) tem benefícios clínicos comprovados para diversas doenças hematológicas, incluindo neoplasias. Entretanto, uma fração diminuta dos pacientes tem benefício duradouro, com mortalidade de cerca de 50% até 1 ano após o transplante. Recaída da doença e complicações associadas ao transplante, como doença do enxerto-contra-hospedeiro, são as principais causas de óbito neste período. Antes do transplante das células-tronco hematopoiéticas, é necesseario realizar a ablação da medula óssea do receptor. Para isso os pacientes passam por um intenso condicionamento, que inclui quimio/radioterapia. Durante esse período os pacientes também fazem uso frequente de diversas classes de antibióticos para prevenir e combater infecções. Estudos da última década demonstram que o condicionamento e o uso de antibióticos resulta em modificações dramáticas na diversidade e composição da microbiota intestinal. Tanto estas alterações, quanto a composição da microbiota intestinal do pré-condicionamento estão associadas aos desfechos do transplante. Recentemente, nosso grupo demonstrou que essas associações se estendem ao contexto da microbiota oral, com parâmetros da microbiota oral do pré-condicionamento sendo capazes de estratificar pacientes com risco aumentado de recaída ou morte pós-transplante. Após sofrerem alterações mediante algum tipo de perturbação externa, as microbiotas são notavelmente capazes de retomar suas composições pré-perturbação, numa característica denominada resiliência. Acredita-se que o grau de resiliência da microbiota esteja associada a suscetibilidade a doenças relacionadas a estados alterados da microbiota, com microbiotas mais resilientes sendo protetoras dessas condições. No entanto, relatos diretos da influência da resiliência da microbiota na incidência e curso clínico de doenças são escassos. Apesar das diversas associações entre a microbiota gastrointestinal e desfechos do HCTC-alo, e das alterações drásticas da microbiota durante o condicionamento, não existe na literatura um estudo longitudinal que inclua caracterização da microbiota pós-transplante. Neste projeto, pretendemos, através de análises metagenômicas, caracterizar a microbiota oral de pacientes submetidos ao HCTC-alo no período pós-transplante e analisar estes dados em conjunto a dados já disponíveis do nosso grupo acerca da microbiota pré-transplante dos mesmos pacientes. Isto permitirá mensurar o grau de resiliência da microbiota oral ao condicionamento do transplante e exposição a antibióticos, com descrição dos eventos ecológicos associados a este fenômeno, bem como avaliar como a variabilidade do grau de resiliência da microbiota oral entre os pacientes está associada aos desfechos do transplante. | |
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