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Função de reação do Banco Central do Brasil: uma análise empírica utilizando modelos com mudanças de regime

Processo: 18/16842-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2019
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Economia - Métodos Quantitativos em Economia
Pesquisador responsável:Leandro dos Santos Maciel
Beneficiário:Ângelo Augusto Bonvenuto
Instituição-sede: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Osasco. Osasco , SP, Brasil
Assunto(s):Política econômica   Política monetária   Banco central   Base monetária   Taxa de juros   Inflação   Análise de séries temporais

Resumo

Este projeto objetiva investigar o comportamento da condução da política monetária pelo Banco Central do Brasil (BCB) por meio de sua função de reação compreendendo o período desde o início da implantação do sistema de metas de inflação, em 1999, até maio de 2018, no qual a taxa de juros básica da economia brasileira, Selic, encontra-se em seu menor patamar histórico nos últimos 30 anos. A função de reação de política monetária do BCB será estimada de acordo com uma Regra de Taylor forward looking para uma economia aberta que, além das variáveis tradicionalmente utilizadas como inflação e hiato do produto, considerará também a taxa de câmbio real. A estimação da função de reação será realizada com base em um modelo com mudanças de regime de Markov, para que se possa identificar a ocorrência, duração e probabilidades de transição de possíveis diferentes regimes de condução da política monetária pelo BCB, além de permitir a possibilidade de não linearidades na função de reação. Dessa forma, tal metodologia permitirá avaliar se há alteração no padrão de política monetária conduzida pelo BCB, sobretudo no contexto recente de uma baixa considerável na Selic, variável essa fundamental para a economia do país. Por fim, por meio de tal abordagem, será possível mensurar a coerência das ações da autoridade monetária do Brasil com seu principal objetivo, o sistema de metas de inflação, uma vez que seu não comprometimento pode contribuir para a desancoragem das expectativas inflacionárias por parte dos agentes econômicos, resultando em um processo de ajuste custoso e na posterior retomada das metas anunciadas publicamente.