| Processo: | 18/22183-3 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2023 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Antropologia |
| Pesquisador responsável: | Marko Synésio Alves Monteiro |
| Beneficiário: | Marisol Marini |
| Instituição Sede: | Instituto de Geociências (IG). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 21/11150-0 - O uso de algoritmos para o aprimoramento dos corações artificiais: a emergência de novos corpos e imaginários imunológicos, BE.EP.PD |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Antropologia da Ciência e da Tecnologia | Consequências sóciotécnicas e existenciais da tecnologia | Corpo e biotecnologia | Governança da ciência e da tecnologia | Inovação responsável | Tecnologias médicas experimentais | Antropologia da Ciência e tecnologia/ Estudos Sociais da Ciência e da tecnologia |
Resumo A pesquisa pretende investigar as definições, conceitualizações, traduções e recentes desenvolvimentos no campo da robótica e da automação e seus desdobramentos na produção de dispositivos de assistência ventricular, os chamados corações artificiais. Trata-se de seguir as propostas de produção de sistemas de controle destinados ao aprimoramento de dispositivos cardíacos projetados para auxiliar o coração de pacientes com insuficiência cardíaca. Tais projetos buscam lidar com as limitações dos atuais dispositivos, que não consideram o tempo como uma variável, ou seja, nos quais os pacientes são invariantes no tempo. A proposta, então, é usar algoritmos para "ensinar os dispositivos a envelhecerem", de modo a acompanhar as transformações postas às formas de vida na presença da flecha do tempo. São pesquisas desenvolvidas em instituições paulistas, bastante recentes e experimentais, o que permitirá abordar a ética e interrogar os efeitos enquanto os dispositivos ainda estão em construção, de modo a imaginar possíveis cenários e refletir sobre as implicações sócio-técnicas-existenciais. Os sistemas robóticos inteligentes, associados às transformações pautadas pelo conceito de indústria/ saúde 4.0, colocam dilemas éticos e instabilidades morais, sobretudo a respeito da autonomia dada aos controladores. O engajamento e a pesquisa etnográfica me levam ao envolvimento com tais dilemas, de modo que a pesquisa constitua-se também como uma ação, buscando construir debates e uma participação direta face às demandas dos próprios atores do campo da engenharia, focando especialmente a questão da regulação (políticas públicas) e da inovação (patentes e comercialização de produtos tecnológicos). Assim, além da investigação em torno dos desdobramentos no campo de produção de corações artificiais relativos ao uso de inteligência artificial, a pesquisa discutirá as formas de governança da ciência e da tecnologia no âmbito da inovação responsável, abordando os dilemas e implicações éticas de forma dinâmica, não como um conjunto de princípios imutáveis e estruturas normativas dadas, mas em construção, tanto quanto os artefatos. | |
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