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Avaliação do efeito protetor da metformina sobre o estresse de retículo endoplasmático através da modulação de microRNAs na célula beta pancreática INS-1E

Processo: 18/25843-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2019
Vigência (Término): 31 de maio de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Helena Cristina de Lima Barbosa Sampaio
Beneficiário:Natalia Beatriz Pellissari Nery
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Fisiologia endócrina   Estresse do retículo endoplasmático   Células secretoras de insulina   Metformina   MicroRNAs   Análise de conteúdo

Resumo

O estresse de retículo endoplasmático (RE) consiste em mecanismos relacionados ao declínio progressivo da função e massa da célula beta no Diabetes Melitus tipo 2 (DM2). A perda da homeostase do RE ativa respostas de estresse, a UPR (unfolded protein response), que pode ser induzida, entre outros fatores, por ácidos graxos livres ou citocinas inflamatórias. A metformina é uma droga anti-hiperglicemiante amplamente utilizada no tratamento de pacientes recém-diagnosticados com DM2, principalmente por pacientes obesos. A metformina regula os níveis de glicose no sangue principalmente diminuindo a produção de glicose hepática e melhorando a sensibilidade à insulina, porém seus efeitos na célula beta pancreáticas ainda não são totalmente conhecidos. Há evidências de que a metformina modula microRNAs (miRs) plasmáticos em pacientes diabéticos, sugerindo que os efeitos benéficos desta droga sejam intermediados por miRs. Além disso, sabe-se que os miRs podem modular a expressão de componentes do estresse de RE, e portanto, regular a UPR na célula. Em face da relevância dos miRs na regulação de proteínas de estresse de RE na célula beta, este projeto tem como objetivo avaliar o papel protetor da metformina sobre o estresse de RE, através da modulação do padrão de expressão de miRs específicos, em células beta pancreáticas INS-1E. As células serão cultivadas e expostas ao CPA a 12,4 µM (um indutor de estresse de RE) e tratadas com metformina a 0,5 mM, por 16 h. Em seguida, serão avaliados os seguintes miRs: miR-375, miR-15a, miR-16, miR-30d, miR-34a, miR-96, miR-124a, miR-200, miR-202, miR-222 e o miR-211. O tratamento com metformina permitirá identificar quais miRs foram modulados no sentido de melhorar os efeitos do estresse de RE em resposta ao medicamento. Em seguida, serão selecionados dois miRs dentre os avaliados, sendo as células então tratadas com seus respectivos antagomiRs, cujos efeitos serão avaliados através da análise do conteúdo de proteínas envolvidas no estresse de RE. Dessa forma, será possível obter miRs relevantes à resposta benéfica com o tratamento da metformina. Este projeto trará um melhor entendimento quanto ao uso de um importante medicamento e, ainda, apontará possíveis novos alvos que podem ser relevantes no desenvolvimento de estratégias terapêuticas.