Busca avançada
Ano de início
Entree

Análise paleomagnética das rochas da bacia de Lavras de Mangabeira (CE)

Processo: 19/15818-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2019
Vigência (Término): 31 de agosto de 2020
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Giancarlo Scardia
Beneficiário:João Carlos Cerqueira
Instituição-sede: Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Assunto(s):Estratigrafia   Paleomagnetismo   Sedimentos   Mesozoico   Nordeste

Resumo

A Bacia de Lavras da Mangabeira é uma bacia tradicionalmente incluída no conjunto das bacias do interior do Nordeste Brasileiro, ligadas ao rifte Cretáceo do Atlântico do Sul. Formada sobre rochas pré-cambrianas, o seu preenchimento é composto de duas unidades sedimentares, as formações Iborepi e Serrote do Limoeiro, e um derrame basáltico entre elas. A partir de métodos de datação radiométrica, o derrame foi referido ao limite Triássico-Jurássico, com implicações marcantes sobre a evolução tectônica da bacia de Lavras e a idade das suas unidades sedimentares. Assumindo uma idade Triassico-Jurassica para o derrame basáltico é evidente que a unidade sedimentar inferior deveria ter uma idade Triássica ou Paleozoica, enquanto a unidade superior deveria ser Jurássica ou Cretácea, porém nenhum fóssil foi encontrado nessa bacia para ajudar no posicionamento cronoestratigráfico. A idade das unidades sedimentares tem um grande impacto no nosso entendimento da tectônica geradora e deformadora da bacia de Lavras da Mangabeira. Para contribuir à solução desse problema, propõe-se aqui de aplicar o método de paleomagnetismo para datar as duas unidades sedimentares e confirmar independentemente a atribuição cronológica do derrame basáltico.