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A prática do homicídio por mulheres e suas possíveis relações com a pulsão de morte: dando voz às mulheres infratoras

Processo: 19/20865-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2020
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia
Pesquisador responsável:Marianne Ramos Feijo
Beneficiário:Daniel German Ramos Gastaldi
Instituição-sede: Faculdade de Ciências (FC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Bauru. Bauru , SP, Brasil
Assunto(s):Violência   Feminino   Homicídio   Pulsão de morte   Teoria psicanalítica   Coleta de dados   Entrevistas (psicologia)   Análise de conteúdo

Resumo

A violência é um fenômeno que vem crescendo de maneira intensa nos últimos anos, constituindo-se como um grave problema social e de Saúde Pública. Neste contexto, agressividade e violência são elementos frequentemente observados na sociedade atual e por isso são termos, muitas vezes, confundidos como sinônimos. Contudo, é importante ressaltar que a violência é definida como o produto de um desejo destrutivo da agressividade. No campo da teoria psicanalítica esta é explicada a partir do conflito psíquico entre Eros (pulsão de vida) e Tanatos (pulsão de morte). Neste contexto, a vivência de constituição do sujeito é influenciada pela relação com as figuras parentais, materna e paterna. Elementos ligados a relação com a figura paterna, que na Psicanálise, traz a ideia de relação com a lei, com o limite, atrelados a cultura da sociedade contemporânea, podem gerar traumas e repetições, provocando deslocamento, sublimação e transferência, os quais podem vir a ser expressos ou não por meio de atos violentos. Frente a esta realidade, este estudo terá como objetivo compreender as concepções de mulheres que cometeram infrações (homicídios) sobre a violência e caracterizar as possíveis diferenças no que tange a história de vida e elementos de organização psíquica referentes ao masculino e feminino, a partir da comparação com os dados obtidos em estudo anteriormente realizado com homens que cometeram homicídio. A pesquisa será realizada na abordagem qualitativa sendo conduzida, neste contexto, uma pesquisa descritiva. Participarão 15 mulheres com idades entre 18 e 60 anos que cometeram homicídios ou que tiveram tentativas de homicídios e estão privadas de liberdade. A coleta de dados ocorrerá com o uso de um roteiro semiestruturado o qual será aplicado via entrevista individual. Destaca-se que, o roteiro em questão foi elaborado pelo pesquisador a partir das leituras realizadas e dos objetivos do presente estudo. Os dados obtidos serão trabalhados por meio de Análise de Conteúdo Temática e interpretados a luz da teoria psicanalítica freudiana. Espera-se com a pesquisa compreender como as mulheres que cometeram homicídios visualizam a violência, analisando este fenômeno considerando o contexto social, histórico, cultural e político delas, sendo estes constitutivos e constituintes da subjetividade, delineando desta maneira semelhanças e diferenças entre a vivência masculina e feminina no que tange a prática do homicídio, observando-se o papel da pulsão de morte neste contexto. Como preconizado no edital, o projeto foi encaminhado ao Comitê de Ética para aprovação. (AU)