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Controle de Colletotrichum acutatum e Colletotrichum gloeosporioides por extrato etanólico da macroalga Osmundaria obtusiloba

Processo: 19/22051-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2020
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Maria Candida de Godoy Gasparoto
Beneficiário:Thais Vianna Brito
Instituição-sede: Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Registro. Registro , SP, Brasil
Assunto(s):Fitopatologia   Citricultura   Produção agrícola   Controle biológico   Macroalgas   Citrus   Colletotrichum

Resumo

Os citros representam um grande grupo de plantas do gênero Citrus, que compreendem algumas das espécies cultivadas mais importantes da produção agrícola brasileira. Apesar do seu alto potencial produtivo em terras nacionais, muitas são as doenças que podem afetar a produção das plantas cítricas, resultando em perdas significativas nos pomares comerciais. A podridão floral dos citros, causada pelos fungos Colletotrichum acutatum e Colletotrichum gloeosporioides, é uma das doenças que causa prejuízos na produção cítricola nacional, sendo que em condições ambientais favoráveis, as perdas podem atingir 80%. Poucos são os fungicidas registrados para o controle desta doença e, mesmo com baixa incidência de chuvas no período de florescimento das plantas, os citricultores das regiões mais afetadas pela podridão floral optam pelo controle químico preventivo. Além disto, não há relatos de controle biológico e/ou alternativo desta doença em pomares comerciais. Trabalhos preliminares realizados na UNESP - Câmpus Experimental de Registro demonstraram que alguns extratos de algas possuem efeitos benéficos na inibição do crescimento micelial e da germinação dos patógenos causadores da podridão floral dos citros. Dentre estes extratos, o extrato etanólico da macroalga Osmundaria obtusiloba mostrou inibição de 75,3% na germinação dos conídios de C. acutatum quando aplicado na concentração de 1000 µg.mL-1. Para inibir 100% do crescimento micelial de C. gloeosporioides foi necessário concentração de 10000 µg.mL-1 do mesmo extrato. Assim, investigações mais aprofundadas no potencial antifúngico deste e de outros extratos da mesma macroalga devem ser estimuladas. O objetivo deste trabalho será avaliar o crescimento micelial, a esporulação e a germinação dos conídios dos fungos Colletotrichum acutatum e Colletotrichum gloeosporioides em diferentes concentrações do extrato etanólico da alga Osmundaria obtusiloba. O efeito do extrato etanólico da macroalga também será avaliado na formação de apressórios e conidiação secundária dos fungos. (AU)