Busca avançada
Ano de início
Entree

Desenvolvimento e avaliação de nanocarreadores orais contendo 5-fluorouracil e metabólitos intestinais

Processo: 19/03241-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2020
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2022
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacotecnia
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Luciana Biagini Lopes
Beneficiário:Claudio Fukumori
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:18/13877-1 - Nanocarreadores para a quimioprevenção e tratamento localizado de tumores de mama, AP.JP2
Assunto(s):Neoplasias colorretais

Resumo

O câncer colorretal (CCR) é um dos mais frequentes no mundo e o seu tratamento quimioterápico é considerado agressivo devido aos diversos efeitos adversos observados, inclusive com o uso do 5-fluorouracil (5-fu), o fármaco de primeira escolha. Devido à sua baixa biodisponibilidade oral e meia-vida plasmática curta, este fármaco é administrado por via intravenosa em alta dose e frequência, o que somado ao fato de não ser seletivo para células tumorais, leva a graves efeitos adversos e limita muito a qualidade de vida do paciente. Propomos empregar a nanotecnologia para possibilitar a administração oral de 5-fu, aumentar sua concentração no sítio desejado. Considerando que ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) formados no intestino grosso como resultado da fermentação de fibras pela microbiota intestinal possuem efeitos no CCR, propomos a co-encapsulação de triglicerídeos desses ácidos graxos com 5-fu visando potencializar o efeito do fármaco. Isso permitiria diminuir a dose de fármaco para obtenção do efeito terapêutico e, consequentemente, os efeitos adversos. Para isso, iremos estudar dois sistemas de nanocarreadores: nanoemulsão múltipla e nanocarreador estruturado lipídico-polimérico. Avaliaremos as formulações quanto as suas características de polidispersão, potencial zeta e tamanho da partícula; além de testes de estabilidade, potencial irritativo, liberação in vitro, eficiência de encapsulação, potencial irritativo, testes em cultura de células 2D e 3D e retenção da formulação in vivo. Considerando o número de pacientes afetados, a possibilidade de melhoria na qualidade de vida no decorrer do tratamento e possível aumento das chances de cura, este estudo contribuiria muito tanto para o mundo científico quanto para a sociedade. (AU)