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Avaliação do rastreio ocular de estudantes com autismo durante intervenções comportamentais

Processo: 19/18770-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2020
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Experimental
Pesquisador responsável:Priscila Benitez
Beneficiário:Mariana Pita Batista
Instituição-sede: Centro de Matemática, Computação e Cognição (CMCC). Universidade Federal do ABC (UFABC). Ministério da Educação (Brasil). Santo André , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/50909-8 - INCT 2014: Comportamento, Cognição e Ensino (INCT-ECCE): aprendizagem relacional e funcionamento simbólico, AP.TEM
Assunto(s):Educação especial   Transtorno do espectro autista   Transtorno autístico   Estudantes   Avaliação clínica   Análise visual   Análise do comportamento aplicada   Delineamento experimental

Resumo

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) envolve dificuldades de comunicação social, além de interesses restritos e estereotipados, podendo apresentar ou não déficits cognitivos. Os programas de intervenção voltados ao TEA são diversos e consideram uma multiplicidade de fatores para sua elaboração, como a definição de comportamentos para o ensino e o estabelecimento de estratégias que serão utilizadas ao longo da intervenção. A Análise do Comportamento Aplicada (original do inglês, Applied Behavior Analysis - ABA), tem sido a abordagem frequentemente descrita na literatura como intervenção eficaz para tal público. A ABA visa o ensino de comportamentos específicos socialmente relevantes, a partir de procedimentos sistemáticos e graduais de habilidades pré-verbais e verbais, assim como a redução de excessos comportamentais. Informações a respeito do processamento visual dos estímulos durante a realização de tarefas específicas (como, identidade, identificação e nomeação de figuras) são medidas implícitas essenciais para delinear estratégias de intervenção, assim como reprogramá-las. Medidas do rastreamento visual podem ser feitas pelo equipamento denominado eye tracking. O presente trabalho tem como objetivo avaliar medidas implícitas (tempo e número de fixações do olhar para os estímulos, tempo gasto para movimentos sacádicos e caminho da pupila) durante a aplicação de um procedimento de ensino delineado nos princípios analítico-comportamentais, composto por tarefas de identidade com figuras, identificação e nomeação de figuras, contendo estímulos sociais e não sociais com estudantes com TEA. Serão recrutados três estudantes com TEA que já participam de uma proposta mais ampla. Será empregado um esquema de delineamento de linha de base múltipla entre sujeitos. O procedimento geral envolverá o planejamento de tarefas informatizadas, na sequência será realizado o recrutamento, a seleção e aplicação de avaliações e linhas de bases com os estudantes, aplicação das fases de ensino (das tarefas com uso do eye tracking) e replicação da avaliação e linha de base. Espera-se encontrar respostas menos difusas de rastreio visual e maior fixação nos estímulos corretos, conforme os estudantes atingirão o critério de aprendizagem dos comportamentos específicos que serão ensinados durante a intervenção comportamental.