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Estudo da eficiência e segurança da plataforma vibratória como adjuvante no treinamento de equinos

Processo: 19/16779-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2020
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Clínica e Cirurgia Animal
Pesquisador responsável:Guilherme de Camargo Ferraz
Beneficiário:Júlia Ribeiro Garcia de Carvalho
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Jaboticabal. Jaboticabal , SP, Brasil
Assunto(s):Fisiologia do exercício   Plataforma vibratória   Vibração de corpo inteiro   Treinamento físico   Equinos

Resumo

As Plataformas Vibratórias (PV) são dispositivos capazes de gerar oscilações, sendo consideradas uma forma de exercício passivo. Diversos benefícios do uso de plataformas vibratória tem sido descrito, como aumento da força muscular, melhora do desempenho físico e melhora do equilíbrio e da mobilidade funcional. As PV têm sido estudadas e usadas em muitas aplicações em seres humanos, tanto como parte de protocolo fisioterapêutico e não farmacológico, ou como método alternativo ou suplementar ao exercício. Entretanto existem poucos estudos em animais, incluindo a espécie equina. O presente estudo terá como objetivo investigar os efeitos do uso da plataforma vibratória como adjuvante no treinamento de equinos. Para isso, serão utilizados nove equinos, sem raça definida, machos e fêmeas, com idade média de 12 anos e peso médio de 450 kg. Serão realizados três grupos experimentais: Grupo Controle (GC), que fará treino apenas no caminhador automático; Grupo Plataforma Vibratória (GPV), que será submetido a aquecimento, treino e desaquecimento na PV; e Grupo Treinado (GTPV), que será submetido a treino no caminhador automático associado a sessões de aquecimento e desaquecimento na PV. O experimento será realizado no esquema cross-over, com duração do treinamento de 4 semanas e wash out de, no mínimo, 30 dias. Após o término de cada período de treinamento, os animais serão submetidos ao Teste de Exercício Incremental (TEI) em esteira rolante de alto desempenho para avaliação das alterações fisiológicas e da aptidão física. A frequência cardíaca será monitorada durante o TEI. Serão feitas coletas sanguíneas para determinação de lactato e glicose antes do início do experimento, 7, 14, 21 e 28 dias após o início de cada treino e durante o TEI. Também serão feitas coletas sanguíneas para determinação da creatina quinase antes, 7, 14, 21 e 28 dias após o início de cada treino e 6 e 24 horas após o término de cada TEI. Ademais, serão feitas biópsias do músculo glúteo médio previamente ao treinamento, e imediatamente e 6 horas após cada TEI, para avaliação do glicogênio muscular, lactato muscular, de transportadores monocarboxilatos e para tipificação muscular por meio de método imunohistoquímico. Também serão realizadas avaliações termográficas antes do início do experimento, 7, 14, 21, e 28 dias após o início de cada treino. A análise estatísticas será feita por meio do teste ANOVA com um fator (One-Way), que será aplicado para comparar variáveis entre mais que dois grupos. Para comparação intra-grupos será utilizado o teste t de "Student" pareado. Valores de p<0,05 serão considerados significativos. Todas as análises serão realizadas no programa Sigma Plot 12.0. (AU)