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Incorporação do resíduo do processamento de uva em filmes comestíveis e biodegradáveis

Processo: 20/04656-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2020
Vigência (Término): 31 de julho de 2021
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Engenharia Agrícola - Engenharia de Processamento de Produtos Agrícolas
Pesquisador responsável:Rafael Augustus de Oliveira
Beneficiário:Breno Baptistella Meneghetti
Instituição-sede: Faculdade de Engenharia Agrícola (FEAGRI). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Produtos agrícolas   Embalagens de alimentos   Pós-colheita   Uva   Resíduos agroindustriais   Plásticos biodegradáveis   Filmes comestíveis   Compostos bioativos   Processos de fabricação

Resumo

Atualmente, existe uma grande preocupação mundial em encontrar alternativas ao consumo de materiais plásticos e a grande geração de resíduos agrícolas e agroindustriais, uma vez que o seu acúmulo no meio ambiente tem trazido sérios problemas ambientais. Diante dessa necessidade de excluir o uso de produtos plásticos no manejo e armazenamento de alimentos, como fundamentado no Projeto de Lei do Senado n°92 de 2018 no Brasil, propõe-se nesse trabalho a elaboração de materiais biodegradáveis a partir do aproveitamento de resíduos agroindustriais. Tal alternativa tende aumentar o aproveitamento dos produtos, uma vez que explora o potencial químico de partes comumente descartadas dos alimentos, além de aumentar o valor agregado da cultivar. A casca da uva, um subproduto da industrialização de vinho, é uma fonte abundante e de baixo custo de polifenóis, como flavonóides e antocianinas que apresentam alta capacidade antioxidante. Assim, a incorporação do extrato da casca da uva em materiais biodegradáveis permitirá a produção de filmes bioativos que poderão ser capazes de enriquecer com compostos bioativos os alimentos com os quais entram em contato ao ser embalados, além de gerar cor, aroma e sabores inovadores aos mesmos, podendo ser uma tecnologia promissora para gerar novos produtos alimentares com características funcionais. No entanto, a maneira como compostos bioativos irão migrar dos filmes para as matrizes alimentícias ainda é pouca elucidada e, por isso, pesquisas têm sido realizadas para compreender de maneira sistemática esse processo. Dessa forma, este projeto visa a fabricação de filmes preparados com amido de araruta incorporados de extrato do bagaço de uva como fonte de compostos bioativos para potencial aplicação como embalagens de alimentos ativas. Adicionalmente, visando complementar informações para sua aplicação, testes de contato entre os filmes com diferentes tipos de alimentos serão realizados e a migração dos compostos bioativos presentes no filme para simuladores alimentares será avaliada. (AU)