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Produtividade e qualidade do algodão adubado com doses combinadas de nitrogênio, potássio e boro

Processo: 19/25172-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2020
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitotecnia
Pesquisador responsável:Fábio Rafael Echer
Beneficiário:Leonardo Vesco Galdi
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Agrárias. Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE). Campus de Presidente Prudente. Presidente Prudente , SP, Brasil
Assunto(s):Manejo e tratos culturais   Algodoeiro   Algodão   Qualidade da produção   Lixiviação   Atividade enzimática   Nutrição vegetal   Nitrogênio   Potássio   Boro

Resumo

O manejo nutricional equilibrado do algodoeiro é fundamental para explorar o potencial produtivo, reduzir custos e perdas e assegurar a qualidade da fibra produzida. Assim, as doses aplicadas devem explorar as relações antagônicas e sinérgicas que há entre os nutrientes. Atualmente o uso de N e K tem sido, na maior parte das lavouras do centro-oeste, acima das doses recomendadas, o que além de aumentar custos de produção, pode estar comprometendo a eficiência de uso destes nutrientes bem como a absorção de boro. Uma vez que sua deficiência está associada à solos com baixo teor de matéria orgânica, arenosos, altamente intemperizados ou com pH muito alto, como grande parte dos solos do Estado de São Paulo. O objetivo será avaliar a nutrição, produtividade e qualidade de fibra do algodoeiro submetido a diferentes doses de nitrogênio, potássio e boro. O experimento será conduzido em dois ambientes de produção. O primeiro na Fazenda Experimental da UNOESTE, localizada no município de Presidente Bernardes-SP em um Argissolo distrófico, de textura arenosa e o segundo será na região de Campos de Holambra em sistema irrigado com pivô, em um Latossolo Vermelho de textura argilosa. Os experimentos serão conduzidos nas Safras 2019/20 e 2020/21 utilizando a cultivar de ciclo médio FM 954GLT em Holambra II e a cultivar tardia FM 985GLTP na região Oeste Paulista. O delineamento experimental utilizado será em blocos ao acaso em esquema fatorial 4x4 com quatro repetições. Os tratamentos resultarão da combinação das doses de N (0, 70, 140 e 210 kg ha-1 de N) e de potássio (0, 70, 140 e 210 kg ha-1 de K2O). Em cada local serão conduzidos dois experimentos, um com a dose de 1,5 kg ha-1 de boro (na semeadura) e outro com a dose de 3 kg ha-1 de boro (50% na semeadura e 50% aos 25 DAE). A aplicação do N (ureia) e K (cloreto de potássio) será realizada em cobertura (50% aos 25 DAE e 50% aos 45 DAE). A fonte de boro utilizada será ulexita (10% de B). A semeadura será realizada em meados de novembro. A altura de planta e número de nós serão avaliados periodicamente (30, 60, 85 e 110 DAE), o índice de área foliar (IAF) será avaliado nas mesmas épocas citadas anteriormente, utilizando o equipamento Acupar LP80, a amostragem de folhas para diagnose foliar e avaliação das enzimas (sacarose fosfato sintase, sacarose sintase e invertase ácida) serão avaliadas em folhas coletadas por ocasião do florescimento pleno. O mapeamento da produção será avaliado em 4 plantas por parcela e consistirá na colheita estratificada do algodão, nó à nó, visando quantificar as posições das estruturas frutíferas em P1, P2 e P3+ (posição 3 ou superior) que posteriormente serão agrupadas em terços (inferior, médio e superior do dossel). Por ocasião da maturidade fisiológica do algodoeiro serão determinados os componentes de produção do algodoeiro (número de capulhos e peso médio de capulhos) A produtividade será estimada utilizando-se essa mesma amostra. Uma sub-amostra será descaroçada para posterior determinação do rendimento de fibra e essa será encaminhada ao laboratório para avaliação da qualidade da fibra do algodão (resistência de fibra, comprimento de fibra, maturidade e micronaire), utilizando o método HVI (High Volume Instrumentals). A lixiviação de N, K e B no perfil do solo será realizada após a colheita do algodoeiro, com amostragens do solo nas profundidades de 0-10, 10-20, 20-40, 40-60 e 60-80 m. Os dados serão submetidos à análise de variância e regressão e para os efeitos significativos as médias comparadas pelo teste de Tukey (p <0,05), utilizando-se o programa estatístico SISVAR (Ferreira, 2000), e os gráficos plotados no software Sigma Plot® (AU)