| Processo: | 22/01250-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2022 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2026 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Antropologia - Etnologia Indígena |
| Pesquisador responsável: | Renato Sztutman |
| Beneficiário: | Aline de Oliveira Aranha |
| Instituição Sede: | Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 24/03725-0 - Estéticas mbya da (r)existência: relações entre cinema, xamanismo e gênero, BE.EP.DR |
| Assunto(s): | Guarani Mbya Xamanismo |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | cinema guarani | diplomacia cosmopolítica | Etnologia ameríndia | Guarani Mbyá | mulheres guarani | xamanismo | Cinema Indígena |
Resumo Se o xamanismo é o meio por excelência de resistência mbya contra o Estado, o cinema guarani, enquanto um meio eficaz de se fazer ver e ouvir para fora das aldeias na luta por direitos territoriais e sociais, poderia ser pensado como uma estratégica xamânica renovada de resistência e expressão de sua ética e estética cosmopolítica, capaz de oferecer em sua crítica xamânica dos modos de ver, ouvir e viver não-indígenas (jurua reko), uma alternativa possível à política do mundo jurua, inspirando outros modos de (r)existir. Fazer cinema entre os Guarani implicaria fazer aparecer seu xamanismo e suas relações entre gêneros. A linguagem do cinema, embora vinda de fora, se aproxima à sua tradição oral-visual, a seus modos próprios de ser-viver-pensar-agir (nhandereko), de contar histórias e transmitir saberes e conhecimentos. Enquanto uma experiência política de encontros e desencontros, negociações e colaborações entre múltiplos sujeitos e mundos, o cinema guarani, seus e suas realizadores(as) e coletivos constituem neste projeto, espaços privilegiados para apreensão e tradução dessa estética da ação cosmopolítica Mbya. A partir do contexto atual de produção e circulação de filmes realizados pelo Coletivo Mbya-Guarani de Cinema e o Coletivo de Cine Mbya Ara Pyau, localizados entre as fronteiras do Brasil e Argentina, e com especial atenção à atuação e perspectivas das mulheres guarani (kunhãgue) e de seus modos próprios de ser, agir e se comportar (kunhãgue reko), a pesquisa se propõe oferecer uma análise crítica das relações entre cinema guarani, xamanismo e gênero. O cinema é tomado aqui como uma via de acesso ao xamanismo guarani e toda sua diplomacia cosmopolítica, o que inclui as relações entre gêneros, contribuindo para o debate sobre o lugar e importância das mulheres indígenas nesses espaços. | |
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