| Processo: | 23/00189-8 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2023 |
| Data de Término da vigência: | 31 de maio de 2025 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular |
| Pesquisador responsável: | Denise Morais da Fonseca |
| Beneficiário: | Gabriele Manamy Baba Rodrigues |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 21/06881-5 - Eixo intestino-pulmão: entendendo a comunicação imunológica entre tecidos de barreira no desenvolvimento de doenças, AP.JP2 |
| Assunto(s): | Probióticos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Cicatriz imunológica | colite experimental | imunologia de mucosas | probioticos | Imunologia de Mucosas |
Resumo O intestino é um tecido altamente complexo e o maior órgão do corpo exposto a antígenos ambientais que compartilham a mesma localização espacial em relação ao sistema imunológico. Tais antígenos podem ser provenientes de patógenos ou de origem inócua, como antígenos da microbiota comensal e dos componentes da dieta, os quais influenciam diretamente a homeostase imunológica intestinal. Por isso, o sistema imunológico associado à mucosa intestinal necessita de uma rede celular complexa de mecanismos altamente regulados, a fim de manter o equilíbrio tecidual e, ao mesmo tempo, proteger contra a entrada de patógenos. Tais mecanismos incluem células T reguladoras (Treg) que controlam as respostas inflamatórias e promovem a tolerância a antígenos inócuos e células efetoras (particularmente linfócitos Th17) que promovem uma imunidade de barreira tecido-específica, que engloba epitélios especializados, produção de moléculas antimicrobianas, anticorpos e fagócitos mononucleares. Embora o sistema imunológico da mucosa intestinal seja constantemente moldado pelos fatores genéticos do hospedeiro, pela microbiota residente, hábitos alimentares e exposição a patógenos ambientais, o resultado dessas interações normalmente é o retorno à homeostase tecidual. Porém, a quebra do equilíbrio entre a tolerância e a imunidade de barreira pode gerar doenças inflamatórias crônicas, como as doenças inflamatórias intestinais (DIIs). No Laboratório de Imunologia de Mucosas, estudamos como fatores ambientais, como alterações de dieta, consumo de probióticos ou episódios de infecção podem moldar o sistema imunológico da mucosa intestinal protegendo e promovendo o desenvolvimento de DIIs. Em particular, verificamos que após a resolução de certos tipos de infecção intestinal aguda (como é o caso da infecção pela bactéria Yersinia pseudotuberculosis, YP), ocorre remodelamento permanente do sistema imunológico e linfático no trato gastrointestinal, que leva à translocação da microbiota para o mesentério resultando em inflamação crônica local que bloqueia as respostas reguladoras específicas deste tecido. Este processo, chamado por nós de 'cicatriz imunológica', está diretamente envolvido na etiologia das DIIs, em particular a colite, de modo que animais previamente infectados desenvolvem formas muito agressivas de colite experimental quando desafiados com DSS. Em paralelo, resultados do nosso grupo em estudo do efeito imunorregulador de probióticos em modelo de encefalite experimental autoimune (EAE) mostram que o uso do probiótico Selemax (um fermento inativo de Saccharomyces cerevisiae enriquecido com selênio orgânico) controlou o desenvolvimento da autoimunidade. O controle da EAE nos animais estava associado também ao controle das manifestações inflamatórias sistêmicas da doença, como a inflamação pulmonar e intestinal. Neste contexto, considerando a capacidade do probiótico Selemax em reverter o quadro inflamatório intestinal durante a EAE, hipotetizamos que o Selemax também poderia atuar de forma benéfica sobre a cicatriz imunológica induzida pós-infecção por YP, protegendo os animais do desenvolvimento de formas graves de DII's pós-infecção por YP. Por isso, neste projeto iremos estudar o efeito do probiótico Selemax na reversão da cicatriz imunológica e na susceptibilidade à colite grave pós-infecção por YP. | |
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