| Processo: | 23/07054-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Exterior - Pesquisa |
| Data de Início da vigência: | 17 de outubro de 2023 |
| Data de Término da vigência: | 16 de janeiro de 2024 |
| Área de conhecimento: | Linguística, Letras e Artes - Letras - Teoria Literária |
| Pesquisador responsável: | Carlos Eduardo Ornelas Berriel |
| Beneficiário: | Carlos Eduardo Ornelas Berriel |
| Pesquisador Anfitrião: | Gianluca Bonaiuti |
| Instituição Sede: | Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Instituição Anfitriã: | Università degli Studi di Firenze, Itália |
| Assunto(s): | História da literatura Gêneros literários Utopia Ideologia política |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | estética | Gênero literário | pensamento político | teoria literária | utopia | História Literária |
Resumo Desde o seu texto fundador, a Utopia acolhe em si uma pluralidade de tempos e, mais precisamente, opera como um fator de multiplicação do tempo histórico. Ainda que a utopia se apresente como uma intencional revolução espacial, como a invenção-descoberta de um outro espaço, ela pressupõe a operatividade de um tempo histórico paralelo àquele do narrador, marcado por uma trajetória diacrônica diferente. Já na Utopia de Morus, portanto, existem duas temporalidades concorrentes, que contribuem para moldar histórias diferentes. A partir do momento em que a semântica utópica se temporalizou (Koselleck), projetando aquele outro lugar em uma dimensão temporal alternativa, sempre colocado em um futuro remoto, a relação entre Utopia e tempo foi-se gradativamente constituindo um problema. Os tempos presentes na Utopia, aquele do narrador e aquele deslocado no futuro, não coincidem (o tempo presente da escritura, o tempo futuro do mundo imaginado, o tempo intermédio que separa os dois) e, para além disto, criam ulteriores atritos com o tempo do leitor (os tempos da recepção da obra) o que vem a constituir um fator intencional de crise. Tal configuração tende a se tornar radicalmente critica nas experiências das vanguardas do século XX, as quais se conceberam como um elemento de ruptura radical com relação ao passado, e no qual o tempo novo tende a assumir a forma de um tempo utópico antecipado. Divergindo, Lukács via na obra de arte o devir humano, atribuindo a ela uma dimensão utópica, num tempo ainda por vir. Estas complicações nos convidam a propor algumas indagações: quais são os tempos (as temporalidades históricas ou não) que se encontram no interior da Utopia? Quais são os tempos da recepção utópica? Quais são os tempos da Utopia, ou seja, a quais formas da temporalidade ela se adapta (é evidente por exemplo que a figura histórica da antecipação utópica se adaptava bem ao formato da historicidade linear moderna, herdeira daquela cristã (Ernst Bloch), enquanto refratária a adaptar-se a pluralização dos tempos históricos do mundo contemporâneo)? Existe uma História do Futuro, como propõe Georges Minois? Quais são os tempos para a Utopia, ou seja, quais elementos contribuem para incentivar a projeção utópica, e quais a freiam? (AU) | |
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