| Processo: | 24/06085-2 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Programa Jornalismo Científico |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2024 |
| Data de Término da vigência: | 30 de junho de 2025 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas |
| Pesquisador responsável: | Mauro Galetti Rodrigues |
| Beneficiário: | Natalia da Silva Romagna |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 21/10639-5 - Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Mudanças do Clima, AP.CEPID |
| Assunto(s): | Animais herbívoros Biologia da conservação Caça Carbono no solo Defaunação Dispersão de sementes Mamíferos Mata Atlântica |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Animais herbívoros | Biologia da conservação | Caça | Carbono no solo | Defaunação | Dispersão de sementes | Mamíferos | Mata Atlântica | Ciências Biológicas e Ecologia de Ecossistemas |
Resumo DEFAU-BIOTA: Efeitos da defaunação na diversidade da Mata AtlânticaA problemática da extinção de espécies é um desafio global grave, na qual sua percepção muitas vezes passa despercebida, embora seus impactos alcance todo o planeta. As ameaças se tornam riscos e exercem intensas pressões sobre os serviços ecossistêmicos, comprometendo a longevidade, estabilidade e funcionalidade desses ambientes. A subtração, total ou parcial, de espécies animais em seus habitats naturais é conhecida como defaunação. Os efeitos desse fenômeno são expressivamente prejudiciais, pois carregam o potencial de reconfigurar os ecossistemas por meio de interações enfraquecidas. Entre os casos, a fragmentação das áreas limita a locomoção e distribuição de animais, especialmente espécies de médio e grande porte. Independentemente do nível trófico, ambos se tornam expostos a ações antropogênicas, entretanto outras espécies podem se beneficiar diante desse cenário. Dessa forma a ausência de predadores superiores desencadeiam a pressão das presas diante a predação e beneficia a irrupção de predadores herbívoros, espécies nativas e ou exóticas desfrutam da fragmentação ofertada pela disponibilidade de recursos abrangentes das zonas de contato entre áreas urbanas ou agrícolas e manchas de habitat. As alterações geradas no ambiente são resultados do conjunto de atividades humanas ou desencadeadas pelas mesmas. Essas ações têm o potencial de prejudicar as interações mutualísticas, que envolve os benefícios mútuos entre dois ou mais indivíduos. A frugivoria é um exemplo de equilíbrio. As plantas produzem e disponibilizam frutos carnosos e nutritivos, os vertebrados desempenham o papel crucial na dispersão das sementes. A extinção desses dispersores de forma regional ou global afeta diretamente o presente e o futuro das plantas que dependem desse serviço. Os efeitos das mudanças climáticas a curto prazo intensificam a incidência de incêndios florestais, a médio ou longo prazo podem modificar a vasta extensão de florestas em savanas abertas, tornado ambientes inadequados e impróprios para espécies arborícolas. A comunidade de mamíferos herbívoros como catetos e queixadas atuam na jornada de crescimento das plantas, devido sua participação no ciclo de nitrogênio nas florestas, seus excrementos atuam como "adubação" no solo fomentando a diversidade estrutural das formas de crescimento das plantas. Os efeitos da defaunação nas florestas evidenciam a interrupção dos ciclos de alimentação de várias espécies resultam em mudanças na abundância populacional e afetam tanto a sobrevivência quanto a reprodução desses indivíduos. Por sua vez, refletem nos ecossistemas e potencializam as mudanças climáticas. Cada espécie responde de forma única aos efeitos imposto a elas, seu papel na comunidade ecológica possui o potencial de percorrer por múltiplas direções, dificultando a previsibilidade da sua trajetória, no entanto, destacar os pontos finais do processo de reorganização que já tenham passado e as consequências funcionais dessa mudança auxiliam na gestão eficiente de medidas para conservação. O DEFAU-BIOTA é um projeto que visa elucidar o papel dos grandes mamíferos herbívoros na diversidade de microorganismos do solo e plantas na Mata Atlântica. Monitorando as modificações do carbono do solo e as características funcionais das plantas, decorrentes da influência da diversidade e abundeza desses mamíferos. Para isso é necessário a realização de diversos testes a longo prazo, a fim de avaliar tais efeitos para que seja possível implementar medidas capazes de reduzir a perda da fauna e restaurar a biodiversidade da floresta tropical. | |
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