| Processo: | 24/14414-6 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2024 |
| Data de Término da vigência: | 31 de outubro de 2025 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Geral |
| Pesquisador responsável: | Carolina Demarchi Munhoz |
| Beneficiário: | Gabriela Esteves Sbardellotto |
| Instituição Sede: | Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Estresse Glucocorticoides Neurodesenvolvimento |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | estresse | glicocorticóide | neurodesenvolvimento | Neuroendocrinofarmacologia |
Resumo Os glicocorticoides (GCs), como o cortisol nos seres humanos e a corticosterona nos roedores, são hormônios esteroides essenciais para a regulação endócrina e a adaptação ao estresse. Eles interagem com receptores específicos, como os receptores de glicocorticoides (GRs) e os receptores de mineralocorticoides (MRs), modulando processos que, no sistema nervoso central (SNC), vão desde a diferenciação neuronal até a modulação do humor e da cognição. Os GCs sintéticos são utilizados para o tratamento profilático de mulheres grávidas com propensão ao parto prematuro, reduzindo complicações associadas a esta condição. Essa exposição pré-natal a esses fármacos, como a dexametasona, pode prejudicar o desenvolvimento neuronal da prole e levar a distúrbios neuropsiquiátricos. Além disso, o estresse, definido como um estado de desafio à homeostase, ao ativar o eixo Hipotálamo- Pituitária-Adrenal (HPA), resulta em um aumento das concentrações plasmáticas de cortisol. Essa situação está intimamente associada a condições como a depressão, o transtorno de pânico e a ansiedade. Enquanto a estimulação emocional pode modular o processo de aprendizagem e da formação da memória de maneira positiva, o estresse pode prejudicar essas funções, levando a efeitos negativos a longo prazo. A exposição pré-natal aos GCs sintéticos pode reduzir a proliferação neuronal e inibir a neurogênese, afetando áreas como o córtex pré-frontal (CPF), a amígdala e o hipocampo. Assim, temos como objetivo analisar as alterações induzidas pela exposição pré-natal à dexametasona no processo de neurodesenvolvimento de ratos machos e fêmeas na adolescência (30 dias de vida), período crítico para a maturação cerebral. Tendo em vista a não existência de fármacos substitutos para a prevenção dos riscos relacionados à prematuridade, o uso da dexametasona - tratamento de primeira escolha nesses casos - ainda é necessário. Por isso, torna-se relevante compreender melhor os efeitos deste fármaco no neurodesenvolvimento, auxiliando na implementação de políticas públicas para garantir um melhor acompanhamento e qualidade de vida para indivíduos expostos a esse medicamento no período pré-natal. | |
| Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa: | |
| Mais itensMenos itens | |
| TITULO | |
| Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias ( ): | |
| Mais itensMenos itens | |
| VEICULO: TITULO (DATA) | |
| VEICULO: TITULO (DATA) | |