Busca avançada
Ano de início
Entree

Maturação e diferenciação do pâncreas endócrino em prole de fêmeas submetidas ao tratamento com dexametasona durante a prenhez

Processo: 15/23285-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2016
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:SILVANA AUXILIADORA BORDIN DA SILVA
Beneficiário:Junia Carolina Rebelo dos Santos Silva
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07607-8 - CMPO - Centro Multidisciplinar de Pesquisa em Obesidade e Doenças Associadas, AP.CEPID
Assunto(s):Maturação   Dexametasona   Fisiologia endócrina

Resumo

A restrição de crescimento intra-uterino, resultando em baixo peso ao nascer, é considerado um importante fator de risco para o desenvolvimento posterior de doenças metabólicas. Vários estudos epidemiológicos demonstram uma ligação entre o baixo peso ao nascer à susceptibilidade ao desenvolvimento de diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e obesidade mais tarde na vida. Vários modelos são empregados para o estudo da restrição de crescimento intra-uterina, como a restrição calórica, desnutrição e o emprego de glicocorticoides. Em nosso laboratório utilizamos o modelo de administração de dexametasona na água de beber por apresentar alta reprodutibilidade dos efeitos biológicos e, mais importante, ser característica comum de vários insultos metabólicos, como desnutrição calórico-proteica, estresse e obesidade. Em ratos, a administração de dexametasona durante a prenhez leva a redução do peso ao nascer e resulta em intolerância à glicose e obesidade na vida adulta da prole. Apesar da insulina ser expressa nas células beta pancreáticas de fetos entre a 8ª e 9ª semana de gestação em humanos e 13,5 dias em camundongos, a maturação da capacidade secretória ocorre somente alguns dias após o nascimento. Evidências mostram que, durante a fase fetal e nos estágios iniciais da vida neonatal, a resposta secretória de insulina à glicose e o influxo de Ca2+ são deficitários em relação aos observados na fase adulta. Ainda, o padrão bifásico de secreção não é encontrado no período perinatal. Essas características só passam a ser observadas a partir do 3º dia após o nascimento. Os mecanismos envolvidos no processo de maturação da resposta secretória de insulina desencadeado durante o desenvolvimento são relativamente conhecidos. O papel de alguns fatores de transcrição envolvidos na maturação da célula beta na fase pré- e pós-natal, como Ngn3, PDX-1, Nkx6.1, Nkx2.2 e MafA e sua regulação por microRNAs já foram identificados. Ainda não há relatos sobre a influência do excesso pré-natal de glicocorticóides sobre a ação coordenada destes fatores na maturação pancreática. (AU)

Mapa da distribuição dos acessos desta página
Para ver o sumário de acessos desta página, clique aqui.