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Modelagem e alterações epigenéticas na anemia aplástica imune

Processo: 24/20028-1
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Doutorado
Data de Início da vigência: 01 de outubro de 2025
Data de Término da vigência: 31 de março de 2028
Área de conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Rodrigo do Tocantins Calado de Saloma Rodrigues
Beneficiário:Laisa Yasmin de Souza
Instituição Sede: Hemocentro de Ribeirão Preto. Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (HCMRP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/08135-2 - CTC - Centro de Terapia Celular, AP.CEPID
Assunto(s):Anemia aplástica   Epigenômica   Terapia baseada em transplante de células e tecidos
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:anemia aplástica | Ataque imune | epigenética | Terapia Celular

Resumo

A falência medular é uma doença hematológica grave, caracterizada pela disfunção na produção de células sanguíneas devido à incapacidade de a medula óssea sustentar a hematopoese. Clinicamente, manifesta-se como citopenia, afetando as três principais linhagens celulares: glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Dentre as formas de falência medular, destaca-se a anemia aplástica imune (AA), uma condição adquirida que envolve ataque imunológico à medula óssea, levando à pancitopenia periférica. A AA imune é desencadeada por fatores ambientais, como exposição a químicos, infecções virais e possíveis antígenos endógenos gerados por células geneticamente alteradas. O tratamento padrão inclui transplante alogênico de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) ou terapias imunossupressoras intensivas (IST) com globulina antitimócito e ciclosporina, muitas vezes combinadas com eltrombopague. Apesar do sucesso inicial em muitos casos, a recidiva da doença é comum, sugerindo que defeitos intrínsecos nas células-tronco e progenitoras hematopoéticas (HSPCs) e o impacto prolongado do ataque imunológico possam comprometer a sua função. A epigenética, particularmente as alterações induzidas pelo ambiente imunológico, pode emergir como fatorna modulação da função das HSPCs, influenciando negativamente a proliferação e diferenciação celular, mesmo após a cessação do ataque imunomediado. Este estudo propõe investigar as assinaturas epigenéticas induzidas pelo ataque imunomediado nas HSPCs de pacientes com AA, visando compreender como essas alterações epigenéticas impactam a hematopoese e contribuem para a persistência da doença, mesmo após terapias imunossupressoras. O estudo analisará 18 pacientes com anemia aplástica imune (AA), incluindo seis em remissão parcial, seis em remissão completa e seis controles saudáveis. As células-tronco hematopoiéticas (HSPCs) serão isoladas a partir de amostras de medula óssea dos participantes e submetidas a análises de metilação de DNA e expressão gênica por scRNA-seq Além disso, a acessibilidade da cromatina será avaliada via ATAC-seq. Os dados obtidos serão analisados utilizando uma combinação de ferramentas de bioinformática e métodos de análise estatística para validar a significância das diferenças observadas, utilizando testes estatísticos apropriados para cada conjunto de dados.

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