| Processo: | 25/22337-4 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Exterior - Pesquisa |
| Data de Início da vigência: | 23 de março de 2026 |
| Data de Término da vigência: | 22 de setembro de 2026 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição |
| Pesquisador responsável: | Lila Missae Oyama |
| Beneficiário: | Lila Missae Oyama |
| Pesquisador Anfitrião: | Susan Ozanne |
| Instituição Sede: | Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil |
| Instituição Anfitriã: | University of Cambridge, Inglaterra |
| Assunto(s): | Diabetes mellitus Vesículas extracelulares Camundongos Obesidade Placenta Gravidez Biologia celular |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | diabetes | extracellular vesicles | mice | Obesity | placenta | pregnancy | biologia celular |
Resumo Estudos tem mostrado que desordens metabólicas durante a gestação podem influenciar o crescimento fetal e aumentar o risco de desenvolvimento de doenças metabólicas na mãe e na prole na vida adulta. Evidências na literatura mostram tanto a desnutrição quanto o excesso durante a gestação podem programar mudanças permanentes na função de vários tecidos, como por exemplo, tecido adiposo, coração, fígado, músculo. Porém, os mecanismos moleculares envolvidos na mediação dos efeitos da má nutrição durante a gestação e as consequências a longo prazo sobre o metabolismo materno e da prole não estão totalmente esclarecidos. A obesidade materna aumenta o risco de desenvolvimento de complicações durante a gestação, incluindo o diabetes gestacional e a pré-eclampsia, os quais estão diretamente ligados com o aumento do risco de desenvolvimento de doenças metabólicas cardiovascular a longo prazo, tanto na mãe quanto na prole. Mulheres com obesidade possuem um elevado risco de danos cardiovasculares durante a gestação e apresentam pior saúde cardiovascular a longo prazo quando comparada a mulheres eutróficas ou mesmo comparada a mulheres com obesidade nulíparas. Durante a gestação, o desenvolvimento normal do feto depende da saúde do ambiente intrauterino e a placenta possui função primordial controlando a comunicação entre o feto e a mãe. Atualmente, já está bem estabelecido o papel das vesículas extracelulares secretadas pela placenta nesta comunicação, coordenando tanto processos local quanto sistêmicos, transportando mediadores chaves e influenciando tecidos e órgãos fetais e maternosA desregulação na comunicação placentária, particularmente executada pelas vesículas extracelulares, pode ter repercussões deletérias na saúde cardiovascular materna. Na pré-eclampsia, caracterizada por uma hipertensão placentária, a placenta libera fatores, como sFlt-1, citocinas inflamatórias, que causam injúria endotelial, vasoconstrição e hipertensão. Recentemente, o grupo coordenado pela Professor Susan Ozanne mostrou que vesículas extracelulares da placenta são captadas por células endoteliais de vaso umbilical humano (HUVEC) e linhagem cardiomiócitos, mostrando a capacidade de comunicação entre placenta e células cardiovasculares através das vesículas extracelulares. No contexto da programação metabólica, alguns questionamentos são levantados pelo grupo da Professor Ozanne. 1) Como as vesículas extracelulares secretadas pela placenta, durante a gestação, transmitem informações para o restante do corpo materno impactando na sua adaptação na gestação e no feto, controlando o seu desenvolvimento. 2) Quais as modificações no conteúdo das vesículas extracelulares podem ocorrer em doenças tais como diabetes gestacional e quais as repercussões a curto e longo prazo na saúde materna e fetal. Para responder estas questões, placentas serão coletadas de camundongos tratadas com dieta obesogênica, mantidas em cultura e as vesículas extracelulares secretadas serão isoladas. Estas serão incubadas com diferentes células em cultura para determinar o potencial que estas vesículas possuem em fundir com estas diferentes células. Dados preliminares já mostraram que as vesículas extracelulares da placenta possuem capacidade tecido específico para se fundirem. Neste projeto, iremos avaliar as consequências funcionais da captação das vesículas extracelulares provenientes da placenta de camundongos gestantes magras e com obesidade, como por exemplo, efeito sobre a proliferação destas células alterando a angiogênese/tubologênese, a sinalização do óxido nítrico, o estresse oxidativo, a migração, apoptose e permeabilidade em células humanas (HUVECs, HUAECs, HAOECs e HPAECs) e células endoteliais e camundongos (C166 ou células endoteliais pulmonares primárias). (AU) | |
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