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Desenvolvimento de modelos de investigação da quimiorresistência tumoral e exploração terapêutica em carcinomas espinocelulares orais refratários à cisplatina ou recorrentes

Processo: 25/01463-1
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Doutorado
Data de Início da vigência: 01 de janeiro de 2026
Data de Término da vigência: 31 de julho de 2028
Área de conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia
Pesquisador responsável:Pablo Agustin Vargas
Beneficiário:Hélen Kaline Farias Bezerra
Instituição Sede: Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Piracicaba , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:22/03556-9 - Identificação de métodos não invasivos para o diagnóstico precoce do carcinoma epidermóide de cavidade oral e orofaringe, AP.TEM
Assunto(s):Carcinoma de células escamosas   Cisplatino   Emetina   Patologia bucal
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Carcinoma Espínocelular | Cefalina | cisplatina | Emetina | resistência ao tratamento | Saha | Patologia Oral

Resumo

Atualmente, o tratamento quimioterápico tem sido amplamente empregado em grande parte dos casos de carcinoma de espinocelular (CEC) oral. No entanto, essa modalidade tende a apresentar resposta limitada devido à resistência tumoral às drogas convencionais, como a cisplatina, que pode culminar na progressão ou recorrência da doença, através do seu efeito na manutenção de células tronco tumorais (CTTs). Dentre os fatores que podem estar relacionados à resistência tumoral estão a intensa compactação (hipoacetilação da cromatina) das células neoplásicas e ativação do fator de transcrição nuclear kappa B (NF¿B). Estudos prévios demonstraram resultados promissores no uso de fármacos direcionados à inibição desses eventos em diversas neoplasias, inclusive no CEC, incluindo terapias de sensibilização à cisplatina. No entanto, nenhum estudo anterior analisou a ação dos inibidores do NF¿B e de histonas desacetilases (iHDAC) no tratamento de pacientes previamente tratados com cisplatina com tumores refratários ou recorrentes. Além disso, o cenário nacional através da realidade socioeconômica da maioria dos pacientes brasileiros acometidos pelo CEC avançado, revela a necessidade de uma linha terapêutica alternativa para esses pacientes "órfãos" de tratamento. Diante disso, esse projeto possui três objetivos principais, que são (i) entender os fatores clinicopatológicos e vias moleculares alteradas envolvidas na recorrência tumoral, (ii) estabelecer modelos in vitro e in vivo de investigação da resistência tumoral do CEC à cisplatina, e (iii) avaliar in vitro três promissores fármacos no CEC avançado, que são o Vorinostat - SAHA (iHDAC) e a Cefalina e Emetina (inibidores da via do NF¿B). Nós antecipamos que a utilização deste novo regime terapêutico é extremamente promissora, haja visto os estudos prévios, bem como a necessidade de estabelecer terapias para o CEC avançado. Para isso, desenvolveremos linhagens celulares de CEC avançados e refratários à cisplatina que serão submetidos ao tratamento aqui proposto, além de modelo animal xenográfico para avaliação da capacidade de estabelecimento tumoral dessas células resistentes. Viabilidade, colônias e esferas tumorais e expressão imunofenotípica serão analisados. Os resultados serão comparados com os dados clínicos e de comportamento do tumor. Com este estudo pretende-se entender o comportamento do CEC avançado, identificar um alvo terapêutico e apresentar evidências pré-clínicas sólidas da eficácia desta terapia. (AU)

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