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Impacto da obesidade no translocador de ácido graxo omega 3 mfsd2a nos núcleos hipotalâmicos

Processo: 25/16049-6
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Doutorado
Data de Início da vigência: 01 de dezembro de 2025
Data de Término da vigência: 30 de novembro de 2028
Área de conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Pesquisador responsável:Dennys Esper Corrêa Cintra
Beneficiário:Camila Venturini Ayres Cunha
Instituição Sede: Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Limeira , SP, Brasil
Assunto(s):Barreira hematoencefálica   Hipotálamo   Núcleo arqueado do hipotálamo   Núcleo hipotalâmico paraventricular   Obesidade
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Barreira hematoencefálica | Hipotálamo | Mfsd2a | Núcleo Arqueado | Núcleo Paraventricular | obesidade | Nutrição e Neurociência

Resumo

A proteína MFSD2a é a principal translocadora de ácido graxo ômega-3 (¿3), docohexaenoico (DHA), da periferia para o sistema nervoso central (SNC), influenciando a manutenção e desenvolvimento cerebral. Além disso, possui dupla funcionalidade atuando na manutenção e estabilidade da permeabilidade da barreira hematoencefálica (BHE). Estudos demonstram que existe heterogeneidade da BHE entre diferentes regiões do cérebro, impactando em diferentes níveis de permeabilidade da BHE. Nosso grupo identificou que, diferentemente do esperado, a exposição crônica ao consumo de dieta rica em gordura saturada (HF) aumentou o conteúdo de MFSD2a no hipotálamo, bem como maior área de cobertura nos núcleos arqueado e paraventricular. Previsões in sílico e alguns estudos sugerem os receptores proliferadores de peroxissomos, PPARs, como possíveis agentes transcricionais da MFSD2a, entretanto, ainda sem confirmação sólida. Assim, o objetivo deste projeto é avaliar, em camundongos, o impacto da obesidade na MFSD2a de núcleos hipotalâmicos, sua diferenciação por tipo neuronal, a participação dos PPARs em sua transcrição, e se nessas regiões de diferente expressão há também diferença na captação de ¿3. Para isso, camundongos serão submetidos à intervenção com dieta HF por 12 semanas, com análise do conteúdo e expressão da MFSD2a nos diferentes núcleos hipotalâmicos. Ainda, por estereotaxia, camundongos receberão o tratamento com agonistas e antagonistas farmacológicos para PPAR¿ e PPAR¿, e terão o conteúdo proteico e expressão gênica da MFSD2a nos diferentes núcleos hipotalâmicos. Com isso, será possível observar o impacto da obesidade sobre a MFSD2a, correlacionando-a a neurônios envolvidos no comportamento alimentar e gasto energético, além do eventual impacto na translocação de ¿3, de forma régio-específica. Por fim, caso os PPARs estejam envolvidos no controle de MFSD2A, isso poderia possibilitar estratégia de otimização da captação de ácidos graxos ¿3 pelo SNC, respeitando possível heterogeneidade entre núcleos, no contexto de obesidade. (AU)

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