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O impacto da obesidade na função imunológica e no risco de câncer

Processo: 24/12590-1
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Data de Início da vigência: 01 de fevereiro de 2026
Data de Término da vigência: 31 de janeiro de 2029
Área de conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Metabolismo e Bioenergética
Pesquisador responsável:José Cesar Rosa Neto
Beneficiário:Karline da Costa Rodrigues
Instituição Sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Neoplasias   Exercício físico   Microambiente tumoral
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:câncer | Competição de nutrientes | exercício físico | Metabolismo imunológico | microambiente tumoral | Obesidade d | Imunolometabolismo

Resumo

A obesidade é uma condição complexa associada a vários riscos à saúde, como uma elevada suscetibilidade ao câncer. Estudos recentes enfatizam o envolvimento das células imunológicas na regulação desta suscetibilidade. A presença de obesidade frequentemente leva a uma inflamação persistente, que modifica o funcionamento das células imunológicas. Neste contexto, as células T CD4+, fundamentais para reações imunes, podem sofrer desregulação em indivíduos com obesidade, potencialmente promovendo a progressão tumoral através da libertação de citocinas inflamatórias. Entretanto, as células T CD8+, responsáveis por atuar sobre células cancerígenas, podem apresentar citotoxicidade reduzida em circunstâncias de obesidade, comprometendo a vigilância imunitária contra o cancro. As células natural killer (NK), agentes imunológicos do sistema inato têm como alvo as células tumorais, também encontram disfunções em ambientes obesos, prejudicando suas capacidades anticancerígenas. Os complexor mTOR, particularmente mTORc1, atuam como controladores cruciais do metabolismo celular e das reações imunes. Em casos de obesidade, a ativação aumentada de mTORc1 impacta a diferenciação e o funcionamento das células imunológicas, exacerbando assim a vulnerabilidade ao câncer. A atividade física surge como um fator vital na gestão desta intrincada relação. O exercício regular pode aliviar a inflamação induzida pela obesidade, aumentar a citotoxicidade das células T CD8+, melhorar o desempenho das células NK e direcionar a sinalização mTOR para um estado menos promotor do câncer. Além disso, o exercício melhora o bem-estar metabólico geral, diminuindo os riscos de cancro associados à obesidade através de mecanismos que vão além da regulação imunitária. A compreensão dessas interações ressalta a importância das modificações no estilo de vida na prevenção do câncer. Ao abordar o funcionamento das células imunitárias e das vias metabólicas afetadas pela obesidade, incluindo através do exercício, existe o potencial para reduzir o risco de câncer entre indivíduos que lutam contra a obesidade. (AU)

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