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Do Reino à colônia: normas e práticas cirúrgicas no espaço luso-brasileiro setecentista

Processo: 25/25215-7
Modalidade de apoio:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Data de Início da vigência: 01 de maio de 2026
Data de Término da vigência: 31 de outubro de 2026
Área de conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Ana Carolina de Carvalho Viotti
Beneficiário:Laura Pereira Teixeira Luiz
Supervisor: Monique Palma
Instituição Sede: Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Franca. Franca , SP, Brasil
Instituição Anfitriã: Universidade Aberta (UAb), Portugal  
Vinculado à bolsa:25/04007-7 - Livros de medicina oficial que (também) contam sobre práticas populares: uma análise de obras publicadas sobre as minas gerais no século xviii, BP.MS
Assunto(s):Cirurgiões   Licenças   Regulamento   História do Século XVIII   História da medicina
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:cirurgiões | História | Licenças | Regulamentos | seculo XVIII | História da Medicina

Resumo

No século XVIII, a cirurgia, considerada ofício mecânico e subalterna à medicina, passou por rearranjos conceituais e práticos em Portugal, singularmente após as reformas pombalinas de 1772. Academias cirúrgicas e figuras como Manuel Gomes de Lima Bezerra contribuíram para sua consolidação como saber, embora a prática permanecesse vinculada à experiência manual, entre tradições galênicas e influências iluministas. Nas Minas Gerais coloniais, a exploração aurífera, marcada por condições precárias, elevou a demanda por cuidados terapêuticos. Cirurgiões tornaram-se fundamentais, ainda que sua atuação estivesse condicionada a normas metropolitanas e licenças do Físico-mor. Documentos como o Regimento do Cirurgião-mor (1631) e o do Físico-mor (1742) revelam mecanismos de fiscalização e legitimação, embora adaptações locais fossem inevitáveis diante da escassez de profissionais diplomados e da inacessibilidade de seus serviços. A partir desse quadro e das fontes, buscamos compreender o diálogo entre as normativas do Reino e o desempenho operacional no espaço da colônia, perscrutando regimentos, alvarás, licenças e correspondências preservados em acervos portugueses. Objetiva-se examinar como as normas metropolitanas se articularam às práticas efetivas nas Minas Gerais, identificando processos de institucionalização, adaptação e circulação de saberes. Quais estratégias de legitimação dos cirurgiões e as redes de sociabilidade que sustentaram sua atuação, analisando as tensões entre regulação e empirismo? O estudo pretende, por fim, evidenciar as mediações entre os parâmetros teóricos do Reino e as realidades coloniais, contribuindo para o entendimento histórico das práticas de cura no mundo luso-brasileiro setecentista.

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