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O bojo esferoidal: análise quimio-dinâmica da população estelar velha do bojo

Processo: 25/28071-6
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Data de Início da vigência: 01 de março de 2026
Data de Término da vigência: 28 de fevereiro de 2030
Área de conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Astronomia - Astrofísica Estelar
Pesquisador responsável:Beatriz Leonor Silveira Barbuy
Beneficiário:Rafael Pereira Nunes
Instituição Sede: Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:20/15245-2 - Espectrógrafo multi-objeto (MOSAIC) para o extremely large telescope: espectroscopia de populações estelares na via láctea e em galáxias, AP.ESP
Assunto(s):Abundância dos elementos químicos   Bojo galáctico   Espectroscopia   Evolução química   Síntese espectral
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:abundâncias químicas | bojo galáctico | Espectroscopia | evolução química | síntese espectral | Estrelas de baixa massa

Resumo

O bojo galáctico é a componente mais complexa da Via Láctea, contendo estrelas do bojo esferoidal, mas também dos discos fino e espesso internos,do halo, estrelas formadas posteriormente na barra, e ainda outras de objetos acretados. O objetivo deste trabalho é analisar o bojo esferoidal velho.Na formação da Galáxia primordial, o gás rapidamente se tornou denso causando as primeiras explosões de supernovas massivas e subsequentes gerações estelares. Neste cenário, ocorreu um rápido processo de enriquecimento químico no bojo Galático. O estudo das abundâncias químicas de estrelas do bojo podem revelar que tipos de supernovas ocorreram nas primeiras fases da formação da Galáxia.Levantamentos espectroscópicos, fotométricos, e de movimentos próprios feitos nos últimos anos, permitem selecionar amostras de estrelas dasdiferentes populações estelares do bojo. Neste projeto pretendemos analisar em detalhes a composição química de amostras obtidas com o espectrógrafo FLAMES/UVES instalado no Very Large Telescope do European Southern Observatory, e os espectrógrafos atuando na banda H do projeto APOGEE.Já estão em andamento no nosso grupo, no projeto de iniciação científica do candidato, o estudo de 500 estrelas, observadas no óptico com o espectrógrafo FLAMES/UVES, no seu modo GIRAFFE, e já dispomos de amostra do bojo esferoidal de aproximadamente 600 estrelas, estas com disponibilidade de espectros na banda H.O objetivo é medir as abundâncias de Carbono (C; Z=6), Nitrogênio (N; Z=7), Oxigênio (O; Z=8), os elementos de Z-ímpar sódio (Na; Z=11),alumínio (Al; Z=13), elementos-alpha Magnésio (Mg; Z=12), Silício (Si; Z=16), Cálcio (Ca; Z=20), os elementos do pico do ferro Titânio (Ti; Z=22), Vanádio (V; Z=23), Crômio (Cr; z=24), Manganês (Mn, Z=25), Cobalto (Co; Z=27), Níquel (Ni; Z=28), CObre (Cu; Z=29), Zinco (Zn; Z=30), e elementos pesados Estrôncio (Sr; Z=38), Ítrio (Y; Z=39), Zircônio (Zr; Z=40), Nióbio (Nb; Z=41), Bário (Ba; Z=56), incluindo os terras-raras Lântanio (La; Z=57), Cério (Ce; Z=58) e Európio (Eu; Z=63).A combinação de abundâncias químicas é importante pois caracterizam suas populações etelares, indicando se a origem da estrela ocorreu in-situ no bojo ou ex-situ em galáxias anãs acretadas. O objetivo final é identificar os processos de formação do bojo Galáctico. (AU)

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