| Processo: | 26/10769-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2026 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2027 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina |
| Pesquisador responsável: | Deborah Suchecki |
| Beneficiário: | Luíza Maria Pereira Campos |
| Instituição Sede: | Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 23/13464-7 - Resiliência e vulnerabilidade aos transtornos emocionais induzidos por estresse durante o neurodesenvolvimento: papel da neuroinflamação, AP.TEM |
| Assunto(s): | Comportamento social Enriquecimento ambiental Privação materna |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Comportamento Social | diferenças sexuais | enriquecimento ambiental | Privação materna | Neurociências e comportamento |
Resumo O rato é uma espécie social, logo, expressa uma ampla gama de comportamentos sociais. A primeira interação que eles têm com a mãe, é marcada pelos comportamentos de amamentação e limpeza anogenital, que regulam o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA), principal sistema responsável pela resposta neuroendócrina ao estresse. Adversidades no início da vida podem alterar o funcionamento desse eixo e desencadear respostas não adaptativas frente a estímulos estressores. Um modelo de adversidade é o protocolo de privação materna (PM), que consiste na separação dos filhotes da mãe por um período de 24 h. Filhotes privados da mãe no dia pós-natal (DPN) 3 (PM3), manifestam comportamentos dos tipos ansioso e depressivo, como a diminuição de comportamentos sociais, enquanto que as alterações nos animais privados no dia 11 (PM11) são menos intensas. O enriquecimento ambiental (EA) é uma intervenção não-farmacológica que pode atenuar os efeitos deletérios induzidos pela PM. O objetivo deste trabalho é investigar os efeitos do EA no comportamento social de ratos, machos e fêmeas, ao final da adolescência que foram submetidos à PM3 ou à PM11. Para isso, as ninhadas foram padronizadas para 8 animais, 4 machos e 4 fêmeas, e distribuídas em três grupos: CTL, PM3 e PM11. Após o desmame, dois irmãos do mesmo sexo de cada ninhada foram alojados em gaiolas padrão (GP) ou em gaiolas com EA durante 4 semanas. Após esse período, todos os animais foram alojados em GP e nos DPNs 49 e 50 e DPNs 56 e 57, um macho e uma fêmea em cada ninhada/grupo/alojamento foram submetidos a uma bateria de testes comportamentais a fim de verificar, respectivamente, os efeitos imediatos e tardios do EA. Neste projeto, serão analisados os vídeos do Teste de Interação Social (TIS), que consiste em avaliar como dois animais desconhecidos, do mesmo sexo e idade, interagem livremente em uma arena de 1 m de diâmetro, durante 5 min. Serão analisados comportamentos ativos, quando o animal experimental busca interagir com o co-específico; comportamentos passivos, em que há contato físico entre os animais na ausência de exploração social; receptivos, quando o rato-alvo explora o rato experimental sem que este fuja ou interaja com o primeiro; esquiva social, que ocorre quando o animal experimental foge do rato-alvo, evitando interação; auto-limpeza (Grooming) e exploração vertical (Rearing). A análise estatística será realizada, separadamente por sexo, por Análise de Variância de 2 vias no Generalized Linear Model, com fatores Grupo (CTL, PM3 e PM11) e Alojamento (GP, EA). Com este estudo esperamos determinar se a PM prejudica o comportamento social de ratos, a depender da idade em que aconteceu, do sexo do animal e se o EA pode prevenir tais alterações. (AU) | |
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