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Assinatura endotelial e imunoinflamatória da dengue grave e das manifestações persistentes pós-dengue: estudo longitudinal em pacientes hospitalizados em área endêmica

Processo: 26/17633-6
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Doutorado
Data de Início da vigência: 01 de outubro de 2026
Data de Término da vigência: 28 de fevereiro de 2030
Área de conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Cássia Fernanda Estofolete
Beneficiário:Marini Lino Brancini
Instituição Sede:Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP). São José do Rio Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Dengue   Resposta imune
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Arbovirose | Dengue | resposta imune | Doenças infecciosas e parasitárias

Resumo

A dengue permanece como uma arbovirose de elevada carga clínica e assistencial em áreas endêmicas. Embora a maioria dos casos tenha evolução autolimitada, parte dos pacientes desenvolve sinais de alarme, extravasamento plasmático, choque, sangramento, disfunção orgânica ou óbito. Além disso, sintomas persistentes após a fase aguda, incluindo fadiga, cefaleia, dor musculoesquelética e queixas cognitivas ou neuropsiquiátricas, têm sido descritos por semanas ou meses, ainda com base biológica insuficientemente esclarecida. Este projeto de doutorado, vinculado a estudo matriz longitudinal e multimodal, será conduzido como subcoorte mecanística de pacientes hospitalizados com dengue confirmada por RT-qPCR no Hospital de Base de São José do Rio Preto. Serão avaliadas amostras seriadas da fase aguda e da convalescença inicial para biomarcadores de degradação do glicocálice endotelial, incluindo syndecan-1, heparan sulfato e condroitina sulfato, além de citocinas circulantes. As manifestações persistentes serão investigadas até 180 dias, com avaliação de biomarcadores tardios de inflamação ou lesão neural, como NfL e GFAP, quando disponíveis. A hipótese central é que a gravidade aguda e as manifestações persistentes pós-dengue resultem de trajetórias biológicas parcialmente sobrepostas, caracterizadas por diferentes graus de injúria endotelial, ativação imunoinflamatória sistêmica e, em subgrupos, sinais laboratoriais tardios associados a lesão neural ou inflamação residual. Espera-se identificar assinaturas biológicas associadas à pior evolução hospitalar e aos sintomas persistentes, contribuindo para a seleção de biomarcadores candidatos e para estratégias futuras de estratificação e seguimento pós-dengue. (AU)

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