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Perioperatório do paciente idoso com fratura de fêmur

Processo: 07/00760-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2007
Vigência (Término): 30 de abril de 2008
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Luiz Eugênio Garcez Leme
Beneficiário:Demétrio Lorenzo Rodrigues
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Geriatria   Saúde do idoso   Idosos   Fraturas ósseas   Período perioperatório   Complicações pós-operatórias   Mortalidade

Resumo

INTRODUÇÃO: A população idosa é responsável por grande parte dos procedimentos cirúrgicos em todo o país. Esta população requer adequado acompanhamento perioperatório e um atendimento multidisciplinar visando a qualidade de vida, o alívio dos sintomas e, sempre que possível, a manutenção da funcionalidade e independência. Dados do Datasus nos dão conta que em relação à população adulta, as internações ortopédicas em idosos têm permanência 40% mais prolongada, custos 32% maiores e, o que é pior, mortalidade 9,5 vezes maior! Há várias maneiras de se fazer uma avaliação do risco de complicações cardiovasculares no perioperatório. Os mais conhecidos e utilizados são os escores da American Society Anesthesiologists Physical Status Classification Scale - ASA(1963), de Goldman (1977), de Detsky (1986), do American College of Cardiology (ACC) 1996/2002, e do American College of Physicians (ACP) 1997. OBJETIVO: Relacionar a ocorrência de mortalidade intra-hospitalar, mortalidade 30 dias após a cirurgia e complicações perioperatórias (até 30 dias após a cirurgia) conforme a capacidade funcional e risco pré-operatório de idosos com fratura de fêmur. CASUÍSTICA E MÉTODOS: Trata-se de estudo observacional de uma coorte prospectiva. Serão avaliados todos os pacientes idosos (60 anos ou mais) internados na enfermaria de geriatria do IOT / HC-FMUSP que tenham fratura de fêmur e que tenham assinado o termo de consentimento. Os pacientes serão avaliados clinicamente com história, exame físico, associado à aplicação do algoritmo do American College of Physicians (1997) para estratificação do risco cardiovascular e classificação ASA. A avaliação complementar seguirá a rotina de pré-operatório para os idosos com fratura de fêmur avaliados no IOT, isto é, será solicitado ECG de repouso, radiografia de tórax, hemograma completo, sódio, potássio, uréia, creatinina, glicemia, coagulograma e albumina. Os pacientes incluídos serão acompanhados para busca ativa de complicações. Após a alta, será agendado retorno no ambulatório de geriatria do IOT 30 dias após a intervenção cirúrgica. Será avaliada a mortalidade intra-hospitalar, a mortalidade 30 dias após a cirurgia e as complicações perioperatórias nos grupos. Com estes dados avaliar-se-ão possíveis relações de acordo com o risco cardiovascular estimado e com a classificação do equivalente metabólico. ESTATÍSTICA: Realizar-se-á a distribuição de freqüência absoluta e relativa dos atributos qualitativos (nominais) e a estatística descritiva dos atributos quantitativos (ordinais). Para as comparações entre os atributos nominais utilizar-se-á o teste de Qui-quadrado. Para as comparações dos atributos ordinais (quantitativos) utilizar-se-ão o teste de Kruskal-Wallis, no caso de distribuições não paramétricas, e a análise de variância, no caso de paramétricas. Adotar-se-ão testes bicaudais e o nível de significância de 5%. Os resultados significantes serão evidenciados por asteriscos nas tabelas.