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Efeito do uso combinado de ácidos graxos polinsaturados ômega 3 e estatinas nos biomarcadores do stress oxidativo em indivíduos com dislipidemia

Processo: 08/10665-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2009
Vigência (Término): 31 de março de 2010
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Ciência de Alimentos
Pesquisador responsável:Inar Alves de Castro
Beneficiário:Natália Pinheiro de Castro
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Ácidos graxos ômega-3   Alimentos funcionais   Estresse oxidativo   Ácido eicosapentaenoico   Ácidos docosa-hexaenoicos   Inibidores de hidroximetilglutaril-CoA redutases   Biomarcadores

Resumo

Alimentos e suplementos adicionados de ácidos graxos omega 3, tais como os ácidos eicosapentaenóico (EPA, C20:5) e docosahexaenóico (DHA, C22:6) tem sido comercializados pelas indústrias com a alegação funcional de reduzir as concentrações de triacilgliceróis e, consequentemente, promover uma redução de risco para doenças cardiovasculares. Entretanto, pelo fato desses ácidos graxos apresentarem uma cadeia carbônica altamente insaturada, o consumo crônico em doses elevadas poderia levar a um aumento da susceptibilidade do organismo ao stress oxidativo. Várias pesquisas têm ressaltado a importância do stress oxidativo no desenvolvimento das doenças cardiovasculares. O stress oxidativo é resumidamente caracterizado por um desequilíbrio no organismo entre compostos oxidantes, como as espécies reativas de oxigênio e nitrogênio e o sistema de defesa antioxidante. Os danos causados por esse desequilíbrio podem refletir-se na oxidação de lipídios, proteínas e DNA, além de inúmeras outras alterações nos diferentes mecanismos fisiológicos que utilizam a sinalização redox para sua ativação. A oxidação de moléculas lipídicas e protéicas presentes nas lipoproteínas de baixa densidade (LDL) tem sido considerada como um dos principais fatores de risco no desenvolvimento da aterosclerose. Desta forma, o desequilíbrio nos processos oxidativos pode ser uma variável agravante em indivíduos que apresentam alguma forma de dislipidemia, uma vez que as concentrações de LDL e triacilgliceróis dessa população já apresentaram valores alterados e costumam ser estabilizadas através de medicamentos. Os inibidores de HMG-CoA redutase, conhecidos como estatinas podem ser considerados como um dos medicamentos mais amplamente utilizados na estabilização das lipoproteínas e segundo alguns estudos, poderiam apresentar efeito antioxidante. Uma vez que a proposta dos alimentos e suplementos funcionais é de agir como coadjuvantes à prescrição terapêutica, indivíduos que controlam dislipidemia através de estatinas seriam um público-alvo para esse tipo de produto. Desta forma, a proposta deste estudo será de avaliar o efeito da combinação da ingestão crônica de ácidos graxos omega 3 em indivíduos submetidos a terapia a base de estatinas sobre biomarcadores do stress oxidativo. Trata-se de um estudo inédito cujos resultados contribuirão para fundamentar a recomendação ou não do uso desses alimentos ou suplementos em indivíduos com dislipidemia controlada por estatinas. (AU)