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Imigração e modernização em Rio Claro na passagem do Século XIX para o Século XX

Processo: 06/56744-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2007
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2008
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Ciência Política
Pesquisador responsável:José Evaldo de Mello Doin
Beneficiário:Flavia Mengardo Gouvêa
Instituição-sede: Faculdade de História, Direito e Serviço Social. Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Franca. Franca , SP, Brasil
Assunto(s):Urbanização   Relações internacionais   Imigração   Cultura (sociologia)

Resumo

A presente pesquisa tem por objetivo fazer uma análise, de maneira detalhada, da cidade de Rio Claro, na passagem do século XIX para o século XX, período conhecido como Belle Époque caipira, o qual teve como centro a sedução pelo progresso prometida pela Belle Époque européia. Os frutos dessas transformações culturais foram sentidos e experimentados de muitas formas por inúmeros países do mundo, chegando ao Brasil e principalmente, às cidades interioranas produtoras de café, como é o caso de Rio Claro, que sofreu um impulso modernizador vertiginoso devido às riquezas do solo fértil e ao potencial de produtividade agrícola da região, o que fez com que a produção cafeeira neste local fosse possível. Essa "modernização" também só foi possível devido às influências políticas de Nicolau Pereira de Campos Vergueiro e sua rede particular de interesses pessoais que possibilitavam auferir grandes somas de dinheiro necessárias à modernização agrícola e urbana da cidade, cujo epicentro foi a imigração e, posteriormente, a ferrovia. Este processo começou a ocorrer na região de Rio Claro por volta de 1820-1830, propiciado principalmente pelas fazendas Ibicaba e Angélica, que pertenciam a Vergueiro. Pretende-se mostrar nesta pesquisa as transformações históricas promovidas pelo então senador Vergueiro em Rio Claro, quais sejam, a "internacionalização" da cidade e a modernização urbana nos séculos XIX e XX. Trata-se, enfim, de analisar Rio Claro e suas "novas experiências" que somente foram possíveis devido às redes de sociabilidade, aos investimentos financeiros e às ações políticas encabeçadas por Nicolau Vergueiro. Além disso, neste estudo procurar-se-á enfatizar a importância das correntes imigratórias, que chegaram ao município no período em questão (italianas, alemãs), especialmente a corrente alemã que, muitas vezes, é negligenciada pela maior parte dos estudiosos. Desse modo, estudar-se-á a instalação de fazendas cafeeiras na região, a vinda de imigrantes na substituição da mão-de-obra escrava e sua importância para a "internacionalização" e urbanização da cidade. (AU)