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O efeito de estatinas sobre o estresse de reticulo endoplasmatico induzido por acidos graxos em macrofagos

Processo: 08/58763-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2009
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia
Pesquisador responsável:Licio Augusto Velloso
Beneficiário:Íkaro Soares Santos Breder
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Macrófagos   Inibidores de hidroximetilglutaril-CoA redutases   Aterosclerose   Obesidade

Resumo

A aterosclerose é uma das doenças mais prevalentes no mundo, responsável por uma elevada mortalidade em decorrência de infarto do miocárdio, isquema cerebral, falência renal e ruptura de aneurisma aórtico, entre outros. No decorrer da última década, avanços na caracterização dos mecanismos fisiopatológicos envolvidos com o desenvolvimento da aterosclerose revelaram um importante componente inflamatório participando da formação de placas nas artérias. Tais placas possuem macrófagos ativados e linfócitos T, que produzem citocinas pró-inflamatórias, quimiocinas e fatores de crescimento que atraem mais células inflamatórias para o sítio acometido. Os macrófagos fagocitam a LDL modificada através de scavenger receptors. A LDL é metabolizada em colesterol e ésteres de colesterol, induzindo a formação de células esponjosas, o que contribui para a apoptose de macrófagos e posteriormente necrose das placas ateroscleróticas. Vários fatores que causam dano celular levam a uma reorganização funcional do retículo endoplasmático, resultando numa resposta denominada estresse de retículo. Tal resposta tem o objetivo de organizar a síntese protéica enquanto perdurar o estímulo nocivo. As estatinas, drogas inibidoras da enzima HMG-CoA redutase, além de atuarem na inibição da síntese de colesterol, diminuem a secreção das citocinas pró-inflamatórias IL-6 e lL-8 e inibem a secreção de MCP-1 em macrófagos ativados, exercendo assim efeito anti-inflamatório e anti-trombótico em células endoteliais, células musculares lisas e macrófagos. No presente projeto, pretendemos avaliar o papel das estatinas nos mecanismos moleculares relacionados ao estresse de retículo que possam estar envolvidos com processos inflamatórios em macrófagos ativados. Desta forma, macrófagos da linhagem THP-1 serão mantidos em cultura e tratados com simvastatina e pravastatina na presença de ácido graxo esteárico. Os efeitos das estatinas sobre as vias de estresse de retículo serão avaliadas por imunoprecipitação e imunoblot. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa: