| Processo: | 09/53869-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2010 |
| Data de Término da vigência: | 31 de outubro de 2012 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica |
| Pesquisador responsável: | Marisa Passarelli |
| Beneficiário: | Marisa Passarelli |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Metabolismo energético Aterosclerose Produtos finais de glicação avançada Colesterol Diabetes mellitus Estresse oxidativo |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Aterosclerose | Diabete Melito | Estresse Oxidativo | Glicacao Avancada | Transporte Reverso Colesterol |
Resumo
A formação de produtos avançados de glicação (AGE) está independentemente associada com a patogênese da aterosclerose no diabete melito (DM). Os AGE alteram o fluxo de lípides em macrófagos, por reduzirem a meia-vida das HDL e a expressão de seus receptores ABCA-1 e ABCG-1, e por aumentarem receptores para lipoproteínas modificadas e marcadores inflamatórios. Estes eventos vinculam-se ao aumento da produção de espécies reativas de oxigênio (EROs). A atividade transcricional do gene do ABCG-1 é negativamente modulada em macrófagos pela albumina-AGE; por outro lado a redução da expressão de ABCA-1 independe de alterações transcricionais e de modificações em seu RNA mensageiro. Desta forma, é possível postular que vias de degradação pós-traducionais, suscitadas pelo desequilíbrio redox e/ou acúmulo intracelular de colesterol, possam determinar prejuízo na expressão protéica de ABCA-1. Visto que a albumina é a principal proteína modificada por glicação na circulação, sendo um importante parâmetro do controle glicêmico, o objetivo do presente estudo é avaliar a influência da albumina modificada in vivo e in vitro por glicação avançada sobre: 1) a expressão diferencial de genes em macrófagos, 2) a produção de EROs, 3) a expressão de marcadores de estresse de retículo endoplasmático e ativação proteossomal e 4) a associação entre os itens 2 e 3 com a expressão de ABCA-1 e ABCG-1 e o efluxo de lípides mediado por subfrações de HDL. Além disso, fármacos capazes de diminuir a formação de AGE e o estresse oxidativo serão analisados quanto à sua habilidade de prevenir/corrigir alterações no fluxo de lípides celulares. Para tanto, macrófagos de peritônio de camundongo serão tratados com albumina" controle (isolada do soro de indivíduos saudáveis) ou albumina-AGE (obtida de pacientes portadores de DM com controle glicêmico inadequado, ou produzida in vitro), na presença ou ausência de inibidores de glicação avançada. Os resultados permitirão uma análise pormenorizada dos efeitos da glicação sobre a expressão de genes potencialmente envolvidos no metabolismo de lípides e na resposta inflamatória em macrófagos e sua associação com vias de estresse de retículo endoplasmático e degradação proteossomal. Estas últimas podem, em última instância, ser determinantes para a diminuição da expressão dos receptores ABCA-1 em macrófagos e para a gênese e progressão da aterosclerose no DM. (AU)
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