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Variações morfo-fisiológicas foliares de duas espécies lenhosas ao longo de um gradiente de altitude na Mata Atlântica

Processo: 07/50540-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2007
Vigência (Término): 31 de março de 2008
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas
Pesquisador responsável:Rafael Silva Oliveira
Beneficiário:Lisa Cardillo Paes
Instituição-sede: Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:03/12595-7 - Composição florística, estrutura e funcionamento da Floresta Ombrófila Densa dos Núcleos Picinguaba e Santa Virgínia do Parque Estadual da Serra do Mar, estado de São Paulo, Brasil, AP.BTA.TEM
Assunto(s):Mata Atlântica   Árvores florestais   Morfologia vegetal   Fisiologia vegetal   Uso eficiente da água   Isótopos de carbono   Isótopos de nitrogênio

Resumo

O gradiente altitudinal encontrado na Serra do Mar do Estado de São Paulo constitui uma excelente oportunidade para estudos sobre a influência das variações do ambiente físico no funcionamento de plantas. As porções mais baixas da Serra do Mar (5 a 50 m) são ocupadas por Florestas Ombrófilas Densas de Terras baixas, enquanto que nas regiões mais altas (entre 500 a 1,200 m) ocorrem Florestas Ombrófílas Densas Montanas. As Florestas Montanas são ecossistemas peculiares, pois sua ocorrência está fortemente ligada às formações de ciclos regulares de neblina. Estas florestas recebem menos radiação incidente direta, apresentam vegetação com menor estatura e maior proporção de biomassa de epífitas quando comparadas com Florestas Ombrófilas de Terras Baixas. No entanto pouco se sabe sobre o funcionamento ecofisiológico de espécies arbóreas ao longo desse gradiente de altitude. Nesse estudo, amostras de folhas de duas espécies lenhosas serão analisadas para se detectar padrões no σ13Cfoliar, área foliar específica (SLA) e conteúdo de nitrogênio foliar ao longo de um transecto altitudinal na Mata Atlântica da Serra do Mar. O σ13Cfolia é um importante integrador do funcionamento da planta com relação ao metabolismo do carbono e pode refletir respostas das plantas às condições ambientais, tais como déficit hídrico e pressão interna de CO2. Pelo fato de haver mais umidade e uma menor pressão parcial de CO2 nas florestas altas, predizemos que as plantas dessa região terão valores de σ13Cfolia mais negativos, SLA mais alto e mais N nas folhas. (AU)