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Caracterização de lesões proliferativas uterinas de músculo liso

Processo: 97/09341-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 02 de fevereiro de 1998
Vigência (Término): 01 de fevereiro de 1999
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Pesquisador responsável:Silvia Regina Rogatto
Beneficiário:Silvia Regina Rogatto
Anfitrião: Jeremy Andrew Squire
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Toronto (U of T), Canadá  
Assunto(s):Anormalidades cromossômicas

Resumo

Leiomioma uterino (LU) é o tumor mesenquimal benigno mais comum do útero. Estes tumores raramente sofrem transformação maligna e, em geral, são histopatologicamente de fácil distinção com os leiomiossarcomas. Entretanto, alguns leiomiomas típicos considerados com "potencial maligno incerto" apresentam um prognóstico duvidoso. Leiomiomas uterinos são extremamente freqüentes e geralmente múltiplos e embora considerados como um problema de saúde pública, relativamente pouco é conhecido sobre a sua biologia celular e molecular. Os resultados da análise cromossômica após cultivo celular em LU clinicamente e histologicamente indistinguíveis revelaram subgrupos citogenéticos bem estabelecidos: cromossomicamente normais, rearranjos em 12q14-15, 6p21-pter e 10q23, deleções em 7q e 3p e trissomia 12. A etiologia molecular de LU com rearranjos em 12q14-15 foi elucidada: ocorrem alterações no gene HMGI-C, codificador de uma proteína de alta mobilidade. Recentemente, demonstrou-se que as alterações em 6p21 parecem estar relacionadas ao gene HMGI(Y). A metodologia de hibridação genômica comparativa (CGH) é utilizada para detectar ganhos ou perdas de material genético sem a necessidade de cultura celular. A técnica de diferencial display através da reação da polimerase em cadeia (DD-PCR) possibilita a detecção e o isolamento de genes com expressão diferencial em células tumorais quando comparadas às normais. O objetivo deste projeto é analisar 50 amostras de lesões uterinas proliferativas através da metodologia de CGH e em algumas destas amostras utilizar a metodologia de DD-PCR na tentativa de detectar regiões genômicas críticas relacionadas à etiologia de LU. Não temos conhecimento de relatos destes estudos nesta categoria de tumores. (AU)