Texto completo
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| Autor(es): |
Fábio Rogério Cassimiro Corrêa
Número total de Autores: 1
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| Tipo de documento: | Dissertação de Mestrado |
| Imprenta: | São Paulo. |
| Instituição: | Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH/SBD) |
| Data de defesa: | 2014-09-16 |
| Membros da banca: |
Marisa Midore Deaecto;
Renato Leite Marcondes;
Lincoln Ferreira Secco
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| Orientador: | Marisa Midore Deaecto |
| Resumo | |
O sistema de financiamento da cafeicultura evoluiu no processo da transição do trabalho escravo para o livre, ocasionando o aumento da demanda do crédito para o custeio anual da safra sobre os empréstimos de longo prazo exigidos durante o regime escravista. Por outro lado, a crise dos preços do café ocorrida entre 1896 e 1906 evidenciou as limitações do sistema de financiamento existente que estava baseado nos adiantamentos fornecidos por comerciantes. As novas necessidades de crédito e o crescente clima de descontentamento com os mecanismos comerciais de financiamento acabariam por suscitar propostas de intervenção do Estado com políticas de crédito agrícola a serem organizadas ou subsidiadas pelo governo do Estado de São Paulo e que viriam a ser concretizadas na esteira do programa de valorização do café, adotado em 1906. Tais intervenções incluiriam a criação de bancos agrícolas e o incentivo às cooperativas rurais de crédito, das quais os chamados Bancos de Custeio Rural são os primeiros experimentos desse tipo no estado e constituem nosso objeto de estudo. Os Bancos de Custeio Rural formaram uma rede de cooperativas de crédito, que atuou entre 1906 e 1914 no interior do estado de São Paulo. Esses bancos emprestavam apenas aos fazendeiros associados o valor demandado no financiamento anual da lavoura. Tendo surgido no contexto da crise cafeeira de 1896-1906, a sua reconstituição revela o intenso debate a respeito dos meios de se combater a crise e sobre o papel do Estado no financiamento agrícola. Os bancos de custeio surgiram como uma alternativa à intervenção governamental no sistema de crédito e representam a primeira experiência com o cooperativismo de crédito no Estado de São Paulo. Em 1914, eles estavam presentes em quarenta e nove cidades paulistas, no entanto, apesar de seu rápido crescimento, eles desapareceram após a falência da companhia que os organizava, em janeiro deste ano. Neste artigo discutimos as circunstâncias de seu surgimento, sua organização, atuação e falência (AU) | |
| Processo FAPESP: | 11/16209-0 - Os Bancos de Custeio Rural e o crédito agricola em São Paulo (1906-1914) |
| Beneficiário: | Fábio Rogério Cassimiro Correa |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |