Busca avançada
Ano de início
Entree


Validação da intradermoreação de Montenegro para diagnóstico de leishmaniose em felinos

Texto completo
Autor(es):
Ludmila Silva Vicente Sobrinho
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" Faculdade de Medicina Veterinária.
Data de defesa:
Membros da banca:
Suely Regina Mogami Bomfim; Katia Denise Saraiva Bresciani; Márcia Dalastra Laurenti; Raimundo Souza Lopes
Orientador: Mary Marcondes
Resumo

As leishmanioses são protozoonoses transmitidas nas Américas por fêmeas de flebotomíneos do gênero Lutzomyia infectadas por Leishmania infantum chagasi durante a hematofagia. Embora os cães estejam bem estabelecidos como os principais reservatórios para a doença em áreas urbanas, vários relatos de gatos naturalmente infectados em todo o mundo podem indicar um papel importante desta espécie no ciclo da enfermidade. A detecção de anticorpos circulantes em gatos infectados é difícil, e estes animais são supostamente menos propensos a desenvolver sinais clínicos quando comparados aos cães. Este estudo teve como objetivo avaliar gatos residentes em área endêmica para leishmaniose visceral (LV) por métodos parasitológico e sorológico (ELISA e RIFI), PCR em tempo real (qPCR) e Intradermoreação de Montenegro (IDRM), a fim de verificar se este último pode ser uma ferramenta para identificar gatos infectados. Para tanto, foram utilizados 96 gatos adultos, independentemente do sexo, sintomáticos ou não, provenientes do município de Araçatuba, São Paulo. Considerando os resultados da qPCR e/ou do exame parasitológico, a frequência de infecção em felinos foi de 55,21% (53/96). Dos gatos infectados, 58,49% (31/53) eram assintomáticos, 62,26% (33/53) fêmeas e 41,51% (22/53) com idade entre 1 e 3 anos (p = 0,0002). A maioria dos felinos infectados apresentou baixos títulos de anticorpos (37/53, 69,81%) e não demonstrou alterações clínicas (24/37, 64,86%). Somente dois (2,08%) foram sororeativos na RIFI com títulos de anticorpos iguais a 1:40. Os 96 animais apresentaram IDRM negativa com leishmanina de L. infantum chagasi (4.107 parasitos/mL). Destes, 11 gatos foram selecionados e apenas um felino apresentou IDRM positiva com leishmanina de L. (L.) amazonensis (107 parasitos/mL). Os achados indicaram que a qPCR demonstrou eficácia e deve ser empregada... (AU)

Processo FAPESP: 11/11673-0 - "Intradermorreação de Montenegro para a identificação de gatos naturalmente infectados por Leishmania chagasi em área endêmica para a doença"
Beneficiário:Ludmila Silva Vicente Sobrinho
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado