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Dinâmica do nitrogênio e carbono em rios da bacia do Alto Paraíba do Sul, Estado de São Paulo

Texto completo
Autor(es):
Elizabethe de Campos Ravagnani
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: Piracicaba.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Centro de Energia Nuclear na Agricultura
Data de defesa:
Membros da banca:
Luiz Antonio Martinelli; Marcelo Luiz Martins Pompeo; Odete Rocha; Fabio Roland
Orientador: Luiz Antonio Martinelli
Resumo

A Mata Atlântica sofreu e ainda sofre forte pressão antrópica. Atualmente, ocupa no Estado de São Paulo o equivalente a 15% de sua cobertura original. O rio Paraíba do Sul é um dos mais importantes rios da Floresta Atlântica, localizado na região mais desenvolvida do país. Há uma falta de investigações aprofundadas sobre a estruturação e o funcionamento desse rio e de outros rios localizados nessa floresta, como rios de 1ª ordem, que são extremamente importantes, pois conseguem conectar o ambiente terrestre com os rios maiores. Assim, esse trabalho objetivou investigar a distribuição de C e N e outras variáveis físico-químicas nos principais rios localizados na Bacia do Alto Paraíba do Sul: o Rio Paraíba do Sul (RPS) e seus formadores, os rios Paraibuna (RPB) e Paraitinga (RPT), além de investigar a composição química de pequenos rios localizados nas áreas preservadas da Mata Atlântica, comparando-os com os rios de 3ª ordem, e também verificar como a conversão de floresta a pastagem afeta a distribuição de carbono e nitrogênio nesses riachos. Foram realizadas coletas mensais de água durante fevereiro de 2012 a janeiro de 2013, onde foram verificados os valores de pH, condutividade elétrica, oxigênio dissolvido e temperatura, além da determinação das concentrações de nitrogênio dissolvido total, nitrogênio inorgânico dissolvido, nitrogênio orgânico dissolvido, nitrato, amônio, carbono orgânico dissolvido e carbono inorgânico dissolvido. Foi amostrado, também o material particulado em suspensão nos rios de 3ª ordem e o sedimento de fundo em alguns desses rios, onde foram realizadas análises de ?13C e ?15N, conteúdos de C e N e relação C:N. Quase a totalidade das amostras de amônio apresentaram concentrações abaixo do limite de detecção. Os resultados encontrados mostram diferenças estatísticas entre o rio Paraibuna e os rios Paraitinga e Paraíba do Sul, no que se refere aos valores de condutividade elétrica, oxigênio dissolvido, temperatura, nitrato, nitrogênio dissolvido total e carbono inorgânico dissolvido. Esses rios apresentaram valores de nitrato, nitrogênio inorgânico, nitrogênio orgânico, nitrogênio dissolvido total, carbono inorgânico dissolvido, pH, condutividade elétrica, oxigênio dissolvido e temperatura diferentes dos rios de 1ª ordem. Entre rios de floresta e pastagem as variáveis carbono inorgânico dissolvido, condutividade elétrica e temperatura foram diferentes. Esses resultados sugerem que o rio Paraibuna difere-se dos outros rios de 3ª ordem, provavelmente porque 55% da área total de sua bacia é ocupada por floresta, enquanto os rios Paraitinga e Paraíba do Sul apresentam grande parte de suas bacias ocupada por pastagem, 57% e 42%, respectivamente. Entretanto, esses rios não apresentam características de rios extremamente alterados, como é o caso de outros rios do estado de São Paulo, localizados em áreas urbanas ou de cana-de-açúcar, que são muito mais impactantes que pastagens. Tanto os rios de 3ª ordem quanto os rios de 1ª ordem apresentam pastagens subutilizadas e que não recebem fertilizantes ou insumos, fazendo, dessa maneira, com que os rios de pastagem não apresentem características tão diferentes dos rios de floresta (AU)

Processo FAPESP: 10/52705-0 - Dinâmica do nitrogênio e carbono em rios da bacia do alto Paraíba do Sul, Estado de São Paulo
Beneficiário:Elizabethe de Campos Ravagnani
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado