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Papel das células progenitoras endoteliais na trombose arterial e venosa e no remodelamento vascular em camundongos ateroscleróticos

Texto completo
Autor(es):
Micheli Severo Sielski
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Dissertação de Mestrado
Imprenta: Campinas, SP.
Instituição: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Biologia
Data de defesa:
Membros da banca:
Cristina Pontes Vicente; Joyce Maria Annichino Bizzacchi; Nicola Amanda Conran Zorzetto
Orientador: Cristina Pontes Vicente
Resumo

Trombose arterial e venosa são consideradas uma das principais causas de morte no mundo de hoje. Das principais complicações para a saúde, a trombose arterial pode favorecer a ocorrência de acidente vascular cerebral e de infarto do miocárdio, enquanto que a trombose venosa pode levar à embolia pulmonar. Células progenitoras endoteliais (CPE) foram descritas em 1997, por Asahara et al., e estão presentes no sangue periférico e medula óssea. Estas células apresentam características de células imaturas pluripotentes que se proliferam, migram e se diferenciam em células endoteliais maduras, e são capazes de migrar para o local da lesão ajudando no reparo vascular. O objetivo deste trabalho foi verificar a influência do CPE, utilizada como terapia celular na trombose arterial e venosa e na formação da camada neointima em camundongos ateroscleróticos. No presente trabalho, foram utilizados camundongos deficientes para o receptor de LDL. Estes camundongos quando alimentados com uma dieta rica em gorduras apresentam níveis elevados de colesterol e são propensos a desenvolver placas ateroma na parede do vaso. Foram isoladas células mononucleares do fêmur e da tíbia utilizando gradiente de Ficoll e em seguida diferenciamos em CPE com meio EGM-2, utilizamos para terapia celular a partir da quinta passagem. As tromboses arteriais e venosas foram induzidas utilizando cloreto férrico e o tempo de trombose foi determinado com uma sonda de ultrasson. Para o tratamento de CPE utilizamos duas injeções, 15 min e 24 horas após a lesão. Os animais do grupo controle não receberam nenhum tipo de injeção. Após a indução de trombose arterial, os animais foram sacrificados imediatamente, 3, 7 ou 14 dias após a lesão. Na trombose venosa, os animais foram sacrificados no tempo zero, 3 ou 7 dias após a lesão. Os vasos lesionados foram coletados e analisados histologicamente. Fomos capazes de observar que as injeções CPE interferem no tempo de ambas tromboses, aumentando significativamente o tempo de trombose arterial e venosa. As injeções de CPE também diminuíram a formação neointima em ambos os vasos lesionados. Após 14 dias da lesão, também se observou um aumento na atividade de gelatinases em artérias lesionadas, mas o mesmo aumento não foi observado em veias lesionadas. Nós concluímos que a CPE usada como tratamento pode chegar ao local lesionado alterando o tempo de trombose e a matriz do trombo promovendo remodelação reparo vascular (AU)

Processo FAPESP: 13/10942-3 - Papel das células progenitoras endoteliais na trombose arterial e venosa e no remodelamento vascular em camundongos ateroscleróticos
Beneficiário:Micheli Severo Sielski
Modalidade de apoio: Bolsas no Brasil - Mestrado