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Genotipagem dos isolados de Giardia duodenalis de humanos e de cães na colônia de pescadores de Porto Said, Botucatu, São Paulo

Texto completo
Autor(es):
Érica Boarato David
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: Botucatu. 2016-08-12.
Instituição: Universidade Estadual Paulista (Unesp). Faculdade de Medicina. Botucatu
Data de defesa:
Orientador: Semíramis Guimarães Ferraz Viana; Teresa Cristina Goulart de Oliveira Sequeira
Resumo

Muitas espécies de protozoários podem causar gastroenterite aguda ou crônica em seres humanos e são altamente prevalentes nas populações residentes nos países em desenvolvimento, onde a transmissão é favorecida devido a condições precárias de higiene e escassa disponibilidade de água potável. No entanto, a infecção assintomática e o poliparasitismo também são comumente observados nessas populações. Neste trabalho, investigou-se a prevalência de protozoários intestinais em duas colônias de pescadores, Porto Said (PS) e Santa Maria da Serra (SM), situadas ao longo do rio Tietê, no Estado de São Paulo. As colônias não dispõem de serviços públicos básicos como: vias públicas, fornecimento de água e luz e saneamento básico. Todos os colonos (n = 88 em PS, e n = 38 em SM) coletaram três amostras de fezes, e todos eram assintomáticos no momento da coleta. Para obter informações sobre as possíveis vias de transmissão, amostras fecais de 49 cães (38 de PS e 11 de SM) e 28 amostras de água do rio foram coletadas (16 de PS e 12 de SM). As amostras fecais humanas e caninas foram analisadas por microscopia e PCR para detectar e caracterizar os protozoários Giardia duodenalis, Blastocystis spp., Dientamoeba fragilis e Cryptosporidium spp. Diante dos resultados obtidos, Blastocystis spp. foi o parasita mais prevalente nas amostras humanas (45,4% em PS e 71% em SM), seguido por D. fragilis (13,6% em PS e 18,4% em SM) e G. duodenalis (18,2% em PS e 7,9% em SM), já Cryptosporidium spp. não foi detectado na população humana. Além disso, G. duodenalis foi detectado em quatro cães (10,5%) em PS e dois cães (18,2%) em SM, enquanto que um único cão foi detectado com Cryptosporidium canis. Nas 28 amostras de água previamente processadas pelos métodos de filtração e separação imunomagnética e examinadas por microscopia de fluorescência, oocistos de Cryptosporidium e cistos de Giardia não foram... (AU)