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Revisão taxonômica e análise cladística de Aegla Leach, 1820 (Crustacea, Anomura, Aeglidae) com ocorrência nas bacias hidrográficas do Alto Paraná e do Alto Uruguai

Texto completo
Autor(es):
Juliana Cristina Bertacini de Moraes
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: São Paulo.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Instituto de Biociências
Data de defesa:
Membros da banca:
Sergio Luiz de Siqueira Bueno; Fernando Luis Medina Mantelatto; André Carrara Morandini; Sandro Santos
Orientador: Sergio Luiz de Siqueira Bueno
Resumo

Os crustáceos do gênero Aegla, endêmicos da América do Sul, são os únicos decápodes anomuros que vivem em ambientes de água doce. A descoberta de fósseis em sedimentos marinhos deixou poucas dúvidas sobre a origem do grupo. Diversos estudos taxonômicos, morfológicos e de distribuição geográfica têm sido realizados sobre os eglídeos. Entretanto, informações filogenéticas baseadas na morfologia do grupo limitam-se, basicamente, aos trabalhos sobre a posição da família Aeglidae na infraordem Anomura e a um trabalho pioneiro, no qual os autores propuseram um cladograma para sete espécies com ocorrência no Chile. A partir de revisões taxonômicas e de uma análise cladística, com base em caracteres morfológicos, das espécies de Aegla que ocorrem nas bacias hidrográficas do Alto Paraná e Alto Uruguai, obteve-se: 1. O não-monofiletismo do clado Alto Paraná-Alto Uruguai; 2. Aegla leptochela relacionada filogeneticamente com outras espécies do Alto Ribeira; 3. Aegla marginata é uma espécie parafilética e forma um complexo com Aegla quilombola n. sp.; 4. Aegla franca e A. perobae são espécies irmãs; 5. Aegla lata, entre outras espécies, aparecem relacionadas com populações de diferentes bacias hidrográficas demonstrando tanto a falta de caracteres derivados dentro de Aeglidae, bem como a possibilidade de existirem mais complexos de diferentes espécies nessa família; 6. A invasão ao ambiente subterrâneo ocorreu mais de uma vez ao longo do tempo e espécies estigobiontes não são irmãs recíprocas exclusivas; 7. Aegla paulensis trata-se de um complexo de sete espécies distintas: Aegla paulensis s. str., A. rosanae, A. lancinhas, A. japi n. sp., A. jaragua n. sp., A. jundiai n. sp. e A. vanini n. sp. Além disso, análises em microscopia eletrônica de varredura dos tubos sexuais de machos de 39 espécies de Aegla, revelaram dois principais tipos, o longo estreito e o curto largo e, ainda, que cada espécie possui um conjunto de características específicas para essa estrutura, podendo, então, ser utilizada como caráter diagnóstico em descrições taxonômicas (AU)

Processo FAPESP: 12/16083-0 - Revisão taxonômica e análise cladística de Aegla Leach, 1820 (Crustacea, Anomura, Aeglidae) com ocorrência nas bacias hidrográficas do Alto Paraná e do Alto Uruguai
Beneficiário:Juliana Cristina Bertacini de Moraes
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado