Texto completo
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| Autor(es): |
Gustavo Quevedo Romero
Número total de Autores: 1
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| Tipo de documento: | Tese de Doutorado |
| Imprenta: | Campinas, SP. |
| Instituição: | Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Instituto de Biologia |
| Data de defesa: | 2005-06-07 |
| Membros da banca: |
João Vasconcellos Neto;
Paulo Sergio Moreira Carvalho de Oliveira;
Paulo Inácio Prado;
Fabio Rubio Scarano;
Maria Del Carmen Vieira Paulino
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| Orientador: | João Vasconcellos Neto |
| Resumo | |
O entendimento das interações entre artrópodes e plantas tem crescido consideravelmente nos últimos poucos anos. Embora as aranhas estejam entre os grupos de artrópodes mais abundantes e constituam as principais guildas de predadores sobre a vegetação, poucos estudos envolvendo aranhas e plantas foram desenvolvidos. Aqui, reportamos um conjunto de informações mostrando que algumas espécies de salticídeos são estritamente associadas com Bromeliaceae em várias fitofisionomias sul-americanas, incluindo cerrados, florestas semidecíduas e sazonais, vegetação de dunas costeiras, restingas, afloramentos rochosos, florestas de altitude, chacos e florestas ombrófilas densas, em várias localidades do Brasil, Paraguai, Bolívia e Argentina. Enquanto algumas espécies de aranhas foram especialistas, ocorrendo quase exclusivamente em uma única espécie de planta hospedeira (e.g., Psecas chapoda sobre Bromelia balansae), outras foram generalistas e habitaram até 7-8 espécies de bromélias. Geralmente, as aranhas habitaram e selecionaram as bromélias maiores e/ou aquelas com arquitetura natural (e.g., simulação de inflorescência ou inclusão de folhas secas no centro da roseta). Portanto, as aranhas podem avaliar, em detalhes finos, o estado físico dos seus microhabitats. Bromélias podem muitas vezes fornecer microhabitats apropriados específicos para salticídeos. Suas folhas formam uma arquitetura tridimensional complexa (roseta), que pode ser usada por adultos e imaturos como abrigo contra predadores ou condições climáticas severas, como sítios de forrageamento, acasalamento e de oviposição, e como berçários para as recém emergidas das ootecas. Em troca, as aranhas contribuíram para a nutrição das bromélias. Usando métodos isotópicos (15N), nós verificamos que P. chapoda contribuiu com até 40% do N total de B. balansae no campo. Entretanto, os efeitos benéficos das aranhas foram enfraquecidos onde estas ocorreram em baixa abundância, e a condicionalidade foi gerada pela variação especial na densidade de aranhas (AU) | |
| Processo FAPESP: | 01/04610-0 - Psecas spp. (araneae, salticidae) associadas a bromeliaceas: historia natural, arquitetura do microhabitat, especificidade do microhabitat, e evolucao das especies. |
| Beneficiário: | Gustavo Quevedo Romero |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |