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Vozes-mulheres negras ou feministas e antirracistas graças às Yabás

Autor(es):
Mariana Jafet Cestari
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Estudos da Linguagem
Data de defesa:
Membros da banca:
Ana Josefina Ferrari; Lucília Maria Abrahão e Sousa; Núbia Regina Moreira; Pedro de Souza
Orientador: Mónica Graciela Zoppi Fontana
Resumo

A partir do lugar teórico, metodológico e político da Análise do Discurso materialista, em diálogo com o feminismo negro, abordo as lutas por lugares de enunciação de, para e sobre mulheres negras na conjuntura das lutas antirracistas e antissexistas no Brasil a partir de meados dos anos 70. Compreendo que estes lugares de enunciação são forjados em processos de subjetivação/identificação nos movimentos de inclusão/exclusão, diferenciação e ressignificação dos discursos feministas, dos movimentos negros, de construção da identidade nacional, da diáspora africana, entre outros. Minhas reflexões teóricas centram-se na enunciação de si, correlacionada a tópicos recorrentes, como a invisibilidade, os estereótipos sobre mulheres negras e o silenciamento, contrapostos à reivindicação da voz, da história de mulheres negras e à afirmação de identidades positivas. Construo um trajeto descritivo-interpretativo com foco nos funcionamentos do nós político e do eu político que posicionam mulheres negras como sujeitas de um dizer próprio em um corpus heterogêneo que perpassa a produção teórica, literária e intervenções políticas de intelectuais/ativistas negras. Discuto os modos como as lutas pela interpretação de si constituem as sujeitas mulheres negras em encruzilhadas de memórias e discursos fundadores. (AU)

Processo FAPESP: 14/03111-0 - Olhar o próprio umbigo e enegrecer o feminismo brasileiro ou feministas e antirracistas graças às Yabás
Beneficiário:Mariana Jafet Cestari
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado